Santana Lopes pode contribuir para maioria de direita
Segunda, 17 Setembro 2018 14:24    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

assuncao cristas pn 02-cropÉ a primeira parte de uma entrevista de hora e meia com a líder do CDS em que falamos dos objetivos e da estratégia eleitoral, das relações com PSD e com a comunicação social e que nos entra na conversa um dos temas que tem preocupado as autarquias: o que decidir relativamente à descentralização. Assunção Cristas confessa ainda que não gosta de se ver como “agressiva” nos debates parlamentares e revela que há diferenças entre a apreciação dos militantes e dos portugueses em geral.

Evita falar do atual momento do PSD – é um “partido amigo” com quem espera aliar-se num futuro Governo ou no Parlamento. Diz que “é evidente que o PSD se aproximou do PS” e até admite um cenário de Governo dos dois. Com o CDS é que o PS não pode contar enquanto António Costa for líder.

 

O que é para si um bom resultado eleitoral?

É uma pergunta difícil, porque nós colocamos as coisas sempre com muita ambição e realismo. Sabemos do ponto de onde partimos.

Nas últimas eleições que disputámos separados, em 2011, não chegámos aos 12%. Em 2015, fomos em conjunto. Tínhamos 24 deputados, agora temos 18 o que, não sei ao que corresponde exatamente, mas estará porventura à volta dos 10%. O nosso objetivo? Crescer muito o número de deputados. E trabalharmos intensamente para termos 116 deputados de centro-direita para ter uma alternativa à governação das esquerdas.

Números concretos? Tudo o que seja acima dos 18 deputados, que é o que temos agora, é positivo e é bom. Como acabou o voto útil, podemos dizer às pessoas que, se acreditam em nós, podem votar em nós. Nós damos em garantia: o nosso voto não vai servir para viabilizar um governo de António Costa. Um voto no CDS é um voto para uma governação de centro direita ou um voto para continuarmos na oposição, se não conseguirmos atingir os tais 116 deputados no centro-direita.

Porque é que diz que o voto útil acabou? Ainda agora na festa do Avante ouvimos Jerónimo de Sousa a apelar, de alguma forma, ao voto útil para combater uma maioria absoluta do PS. Ao dizer votem em nós para combatermos as esquerdas, como diz encostadas, também está a apelar ao voto útil…

Sim, mas a pressão para alguém ficar em primeiro lugar, para dar força a um partido que é o partido que terá o primeiro-ministro, acabou em 2015.

Há um partido que pode ficar à frente de todos os outros ou não, ou vários partidos que acertadamente e concertadamente formam uma maioria. Uma maioria que pode ser de Governo, com dois ou mais partidos no Governo, ou até pode ser de apoio parlamentar.

O CDS fica assim mais dependente do sucesso do PSD?

O CDS fica dependente, obviamente, do sucesso…. Não podemos ter uma maioria absoluta para o CDS. Seria até muito desajustado, irrealista e nem creio que seja desejável. O que é que achamos que é realista e desejável é haver 116 deputados no espaço político de centro-direita. Não os conseguimos ter sozinhos. É preciso que outros também trabalhem para isso. Mas eu acredito que todos estão a dar o seu melhor nesse sentido.

Para se chegar a 116 deputados entre o CDS, o PSD e quem sabe outros partidos – Aliança, iniciativas, etc , o que houver –, que possa contribuir para uma visão alternativa à das esquerdas.

O que é que a faz crer que ainda é possível derrotar o PS, quando o PS está à beira da maioria absoluta nas sondagens?

Em primeiro lugar porque já esteve melhor. Em 2017, com a forma absolutamente desastrada e de alguma forma desumana como foi tratado o problema dos incêndios e da tragédia que ocorreu em Portugal, acho que António Costa perdeu a possibilidade de chegar à maioria absoluta. Posso estar errada. É a minha convicção. Há um antes e um depois de 2017. A verdade é que já o vimos mais próximo [da maioria absoluta] e já o vimos mais afastado.

Eu continuo a achar que se olharmos com atenção este Governo não tem sido bom para o país. Dirá, as pessoas não percebem porque têm um bocadinho mais de rendimento.

Depois esse rendimento também é absorvido de outras maneiras, com a maior carga fiscal de sempre, nomeadamente através dos impostos indiretos, de que os combustíveis é o exemplo mais acabado. É menos perceptível, é verdade. Mas percebemos que a Saúde está pior, nos hospitais vivem-se dramas todos os dias, nas escolas nós assistimos não só a esta tensão entre os professores, mas também a muitas promessas de investimento que não ocorreram, no transporte público a mesma coisa.

Continuaremos a fazer isso: a denunciar o que não está bem. E sobretudo a contradição entre o discurso e a atuação deste Governo. Um Governo das esquerdas, que tem o maior corte de sempre no investimento público de que há memória, que foi em 2016. E que em 2017 nem sequer conseguiu repor o nível de investimento que havia em 2015. E ao mesmo tempo explicar que há um outro tipo de austeridade. A austeridade não se foi embora. Há uma austeridade mais dissimulada, mais encapotada, mas que existe.

Diz que estão “pela positiva” mas querem ser uma alternativa para tirar a esquerda do poder. É a vossa grande mensagem. Isso é um discurso um pouco pela negativa?

Porque temos um a proposta alternativa. Nós não queremos apenas libertar António Costa do PCP e do BE. Connosco a opção é clara: ou fazemos parte de poder num bloco de centro-direita ou então continuaremos a fazer parte de uma oposição sempre firme e sempre construtiva. Eu friso muito a parte de sermos uma oposição construtiva porque temos tido a preocupação de apresentarmos sempre propostas. No último programa de Estabilidade apresentámos um documento muito consistente.

Coloca totalmente de parte a possibilidade de se aliar ao PS?

Coloco.

Apesar de, em algumas circunstâncias, até alinharem com o PS, como foi este caso que acabou por ficar conhecida como da “taxa Robles”. O CDS acabou por se alinhar com o PS.

Eu diria mais o contrário. Foi o PS que se alinhou com o CDS. Vimos uma proposta do Bloco de Esquerda. Vimos o Governo a abrir a porta para essa proposta. O CDS na segunda-feira [dia 10 de Setembro] fez uma conferência de imprensa a discordar e a pedir contas ao Governo e ao Partido Socialista. E menos de 24 horas depois, Carlos César veio dizer, “não”, o PS não vai apoiar isto. Portanto, se quiser, aí até foi um bocadinho ao contrário.

E se o PS se aproximar do CDS? Não percebo como consegue colocar completamente de parte a possibilidade de fazer uma aliança com o PS.

Concordo consigo. Mas era preciso ter outro Partido Socialista e outro líder do PS. Com este Partido Socialista e com António Costa à frente do Partido Socialistas, nós não estaremos do lado dele. Porquê? Porque fez uma opção: está com as esquerdas mais radicais. Isso tem determinado, em muitos pontos a governação. Noutros não, porque ele também os engana. Em cada Orçamento do Estado está a enganar os seus parceiros da governação. Mas em muitos pontos isso tem tido impacto. E acho que essa escolha foi feita uma vez e está feita. É essa a nossa leitura. Nós não nos entenderemos com António Costa. Outros poderão fazê-lo. Não será o CDS.

Para o CDS quanto mais partidos existirem à direita do PS melhor?

Não tenho essa leitura. Para o CDS o que é importante é conseguirmos, num conjunto de dois partidos ou de mais, os tais 116 deputados.

A probabilidade de atingirem esses 116 deputados aumentava com mais partidos?

Depende de onde eles concentrarem a sua votação e de que forma é que isso se converte em mandatos. Mas nessa matéria, não tenho estados de alma. Os partidos existem ou estão em vias de existência, de formação. Tudo o que aumentar as possibilidades de votos no espaço de centro-direita é positivo, porque é a possibilidade de termos um bloco alternativo. Eu Estou empenhada em que nós possamos contribuir o mais possível para esse número mágico que é a maioria no Parlamento.

E a Aliança de Pedro Santana Lopes pode contribuir [para uma maioria de centro direita no Parlamento]…?

Acho que pode contribuir. Veremos. Vai depender de muitas coisas. Mas pode certamente contribuir.

Quando é que foi a última vez que falou com Rui Rio?

Ao telefone esta semana. [semana de 10 de Setembro]

Posso saber o tema?

Ainda não. Mas conversando ou não, o importante é percebermos que há um objetivo comum aos dois partidos, que é ter uma alternativa ao governo das esquerdas.

Não tem dúvidas em relação a isso?

Não tenho dúvidas.

As críticas que são dirigidas a Rui Rio, no sentido de que se está a aproximar muito do PS, não fazem sentido?

Uma coisa são as críticas e os posicionamentos em relação às várias matérias. E sobre isso não faço comentários. Não comento a atuação de um partido que considero sempre como um partido amigo e aliado. Com quem já estivemos muitas vezes no Governo. E com quem ainda poderemos voltar a estar no Governo ou apoiando, em moldes que depois se verão, de acordo com as circunstâncias. Mas com este PS de António Costa, nada!

Rui Rio não se aproximou do PS, na sua opinião?

É evidente que o PSD se aproximou do PS em muitas matérias, e nalguns casos nós discordamos. Por exemplo, em matéria de descentralização houve um acordo entre o PS e PSD. Houve as maiores dúvidas por parte do CDS, por isso nos abstivemos. Concordamos com o princípio em tese. Pode haver melhor ação pública num nível mais próximo das pessoas, mas isso não é assim em todos os casos e sobretudo não pode ser um cheque em branco. Num diploma que só tem – creio que a expressão até foi do Presidente da República – tabuletas vazias. Não sei se estou a citar bem. Mas alguém disse isso. No fundo com muitos pontos de interrogação, porque densifica pouco e remete para decretos-lei. E sobretudo sem nós vermos os meios humanos, por um lado, e financeiros, por outro, associados a este propósito de descentralização, nós temos as maiores dúvidas. Aqui está um exemplo de aproximação entre o PS e o PSD.

As orientações que o CDS tem estado a dar às suas autarquias é no sentido de convocarem uma Assembleia Municipal para não aceitarem [a delegação de competências no caso da descentralização]?

Precisamente. Porque além do mais gera-se a dúvida se o prazo de 15 de setembro é relevante nesta matéria. Se as autarquias não disserem nada, então o que vale é o silêncio como aceitação. Isso é o que está na lei. É verdade que o ministro Eduardo Cabrita já veio dizer que está tudo atrasado, os diplomas não saíram, e que, portanto, isso não é assim. Mas nós todos somos juristas e sabemos que a palavra de um ministro não revoga uma lei. Nós não queremos que, de hoje para amanhã, os municípios venham a ser apanhados desprevenidos e se vejam numa situação muito difícil. A posição do CDS, que está a ser tomada um pouco por todo o país, é: enquanto não houver decretos-lei, enquanto não houver meios financeiros comprometidos, então o mais prudente é dizer “nós não queremos ficar com nada” até 15 de setembro.

Mais uma vez uma trapalhada do Governo: pôs esta data que tem um valor legal muito explícito e depois vem dizer que afinal não vale. Que garantias é que nós temos? Já vimos o Governo a dizer muitas coisas em muitas matérias. Olhe, os professores no ano passado no Orçamento do Estado, até às 5 horas da manhã a negociarem um determinante e depois afinal o que é que ficou? Olhe a sobretaxa dos combustíveis que era a neutralidade fiscal para o Estado e para o bolso dos contribuintes e afinal agora nunca falaram na neutralidade e agora já é outra coisa. Nós sabemos muito bem o valor da palavra e o valor da lei. E a lei, de facto, está acima da palavra do Governo.

Estávamos a falar das relações com o PSD, nomeadamente das diferenças deste novo PSD. Estava a dizer-me que sim, que o PSD está diferente. Não coloca a possibilidade de, no fim, o PSD formar Governo com o PS?

Com certeza que sim. De resto, Rui Rio disse-o publicamente. Disse-o na sua campanha interna que achava muito importante libertar o PS do PCP e do BE. E, por isso, tenho dito que só há uma alternativa segura para quem acha que António Costa não deve ser o primeiro-ministro: o CDS. Somos os únicos que não equacionamos dar uma mão a António Costa. Agora se me pergunta: mas esse é o primeiro cenário e isso é o que o PSD quer? Leio aquilo que também é dito publicamente: com certeza que não será o primeiro cenário. Com certeza que o PSD gostará de poder governar com um programa alternativo e como alternativa de centro-direita. Agora que esse é um cenário hipotético, também me parece que é. E possível. Ao contrário do CDS que não coloca esse cenário como possível.

Isso também significa que o CDS está hoje mais afastado do PSD do que estava no passado?

Nós governámos em conjunto e numa situação muito, muito difícil. Tínhamos um cardápio de medidas para tomar com a troika ao nosso lado. A nossa margem de liberdade era mínima. Era mínima. Nessas circunstâncias obviamente que somos solidários e que procuramos fazer o melhor que podemos, registando em muitos casos diferenças de posições, procurando em alguns casos que as nossas posições vão avante, quer do lado do CDS, quer do PSD.

Mas as circunstâncias são muito, muito diferentes. Por vezes perguntam-me isso se falo mais com Rui Rio do que falava com Passos Coelho. Eu também não falava muito com Pedro Passos Coelho. Porque simplesmente não era necessário. Cada líder está focado no seu partido, a fazer o seu caminho. Isso não quer dizer que estejam mais separados. Quer dizer que estão a fazer pela vida. Estamos a fazer para termos o melhor resultado possível, na convicção de que depois se verá se fará sentido haver um entendimento. Mas nesta fase para podermos sequer falar de pensarmos num entendimento entre nós. Primeiro temos que conquistar os votos para que isso possa acontecer e são os tais 116 votos de centro-direita.

Tem sido acusada de chegar ao insulto no debate com o primeiro-ministro. O seu discurso de “rentrée” mereceu até uma reação de Ana Catarina Mendes, acusando-a de ilusionista e de chorar lágrimas de crocodilo. Sentem que os seus eleitores gostam de mais agressividade do que os eleitores do PSD? É o oposto do que faz Rui Rio.

Eu gostaria de ter um tom menos acutilante. Mas tenho os debates quinzenais. E os debates quinzenais muitas vezes vão para áreas mais difíceis de manter o tom. E eu acho que isso não se deve a mim a maior parte das vezes. Também é verdade que a maior parte das coisas que eu digo não são nem agressivas, nem coisa que o valha. Mas o que a comunicação social normalmente passa são os 10 segundos mais marcantes desse ponto de vista. São as regras do jogo.

O que lhe posso dizer é que procuro sempre colocar as questões de forma objetiva – e quem ouça um debate quinzenal do princípio ao fim verá isso. Com certeza cortando a direito, sim. Nesse aspeto não me revejo em discursos muito redondos. Marcando uma posição, mas sempre no sentido de obter esclarecimentos. E nós somos adversários. Não sinto o outro lado nunca como inimigos. De resto, não reservo essa palavra a ninguém. Acho que não tenho inimigos, tenho adversários e com os adversários sim, sou firme, se quiser. Curiosamente quando recebo mais elogios, nomeadamente dos nossos militantes que gostam de um tom mais forte, é quando eu acho que estive pior.

Quando é mais agressiva.

Quando sou mais agressiva, quando eu acho que estive pior. Há uma diferença entre militantes e não militantes. Os militantes gostam de um tom mais agressivo, mais poderoso, mais bélico. O comum dos portugueses, onde me sinto, prefere um discurso mais cordato e mais construtivo. Por isso eu vou procurando sempre fazer essa ponte. É engraçado que tenho alguns amigos que me dizem que gostavam mais de me ver no Governo. Era mais cordata. Eu também gosto mais de me ver no Governo, mas simplesmente não é essa a minha posição agora. Agora estou na oposição e alguém tem que fazer oposição a este Governo. E sou eu que estou lá nos debates quinzenais, que é onde normalmente se dão os confrontos mais duros. Aí tenho que fazer e quero fazer uma coisa forte. Quando [o debate] fica excessivamente agressivo, nem eu gosto.

Significa que, de alguma forma, Rui Rio tem razão quando diz que os portugueses gostam que as pessoas sejam mais cordatas.

Penso que isso é consensual. Acho que toda a gente gosta de ser mais cordata.

Ver os líderes mais cordatos uns com os outros?

Com certeza. Por isso digo sempre que não tenho nada pessoal contra ninguém. Mas eu também não aceito que o primeiro-ministro diga coisas que não correspondem à realidade, procure desvirtuar realidades, entre em contradição. Que em muitos casos utilize um tom que não é ajustado. Eu isso lamento, sou humana, tenho que responder.

Tem uma boa relação com a comunicação social?

Tenho. Acho que tenho.

Tem razões de queixa?

Não. Muitas vezes acho que podiam dar maior importância às coisas que nós trazemos em matéria de políticas públicas. Muitas vezes estão mais focados nas questões da política, do poder, da luta. E às vezes menos focados em questões de políticas públicas, onde acho que de facto se faz a diferença do dia-a-dia das pessoas. Se calhar é assim porque é aquilo a que as pessoas também mais atendem, não sei. Não me queixo da comunicação social. Costumo dizer que se nós não conseguimos ter mais visibilidade é porque ainda não estamos a fazer o suficiente. E é porque ainda não temos o peso necessário. E por isso é que as coisas vêm umas com as outras. E o peso vem da confiança dos eleitores, certamente que mais importância teremos e mais foco passamos a ter por parte da comunicação social. Em todo o caso, acho que neste momento despertamos mais atenção.

O líder do PSD tem uma relação mais complicada com a comunicação social. Consegue perceber porquê?

Confesso que não me debruço sobre esse tema.

E preocupa-a, uma vez que no futuro…

Eu estou muito preocupada com o CDS. Ou melhor, ocupada. Felizmente, ocupada e bem ocupada com o CDS. A minha preocupação é fazer a nossa política de oposição construtiva, de construção de alternativa, de passar a nossa mensagem. Sim, preocupa-me quando temos mensagens para passar e não consigo que isso chegue às pessoas. Quanto ao resto, cada um tratará da sua parte, o melhor que sabe e pode.

É o único partido que já apresentou cabeça-de-lista para as europeias. Não é cedo demais ou está a aproveitar a fragilidade do PSD?

Para nós nunca é cedo demais. Sabe que quem é mais pequenino, tem que correr mais rápido e tem que se preparar melhor. Eu acredito muito no valor do trabalho. Acredito no mérito. Acredito que trabalhando de forma consistente, resiliente, pode não ser à primeira, pode não ser à segunda, mas será à terceira ou à quarta. Eu acredito mesmo nisto. Tendo o Nuno vontade de continuar não havia razão para estar a guardar isso para um outro momento. Está decidido, vamos seguir em frente. É preciso começar antes para podermos trabalhar melhor, para a nossa mensagem poder passar melhor e para podermos ter mais resultados.

Não pensa que o PSD está muito frágil nesta altura, até por causa das últimas sondagens?

Eu não posso preocupar-me com os outros. Tenho um partido que teve, nas últimas eleições, 18 deputados. Se penso que temos de trabalhar para chegar, no conjunto [do centro direita] a 116, eu tenho que me preocupar é em transformar estes 18 deputados em muito mais. Esse é o meu foco. É aqui que eu tenho estado muito focada. Eu olho muito pouco para o lado, olho muito em frente.

 

Fonte: ECO

 

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