Tancos: CDS exige explicações a Costa após demissão de Rovisco Duarte
Quarta, 17 Outubro 2018 19:10    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

TCO CDS-PP foi hoje o primeiro partido a comentar a “inevitável demissão” de Rovisco Duarte de Chefe de Estado-Maior do Exército (CEME), devido ao caso de Tancos, e pediu explicações do primeiro-ministro, António Costa.

Cinco dias após a demissão do ministro da Defesa Nacional Azeredo Lopes e uma hora após ser conhecida a saída do CEME, que o CDS-PP reclamava desde há meses, o deputado Telmo Correia responsabilizou António Costa e pediu-lhe explicações.

“O elo comum que travou estas demissões, que pedimos há um ano e agora há poucos meses” é o primeiro-ministro e, “cabe, no limite, ao primeiro-ministro” dizer “por que aconteceu”.

“Cabe-lhe explicar por que aconteceu agora [a demissão] e não antes”, afirmou o deputado do CDS-PP, partido que propôs uma comissão parlamentar de inquérito ao furto de Tancos, cuja votação está agendada para dia 26 de outubro.

O CDS-PP pediu, primeiro, a demissão do ministro Azeredo Lopes, em setembro de 2017, três meses após o furto de armas dos paióis de Tancos, e, depois, do general Rovisco Duarte, em julho último, após uma audição na comissão parlamentar de Defesa.

“Tivemos razão desde o início”, “tivemos razão antes do tempo”, repetiu Telmo Correia aos jornalistas, recordando as duas demissões, a do ministro e a do CEME.

Foi o primeiro-ministro, acrescentou, quem, “no limite, persistiu em manter o ministro da Defesa além do sustentável” e quem travou uma “responsabilização operacional” do general Rovisco Duarte.

Sobre as demissões, acrescentou, “das duas uma, ou o Governo foi politicamente irresponsável ou esta demissão não faria sentido”.

“Ouvimos sempre dizer que esta demissão era inaceitável. Se ela agora acontece, é porque tínhamos razão”, concluiu.

O CDS-PP propôs uma comissão de inquérito parlamentar aos acontecimentos de Tancos, que já tem aprovação garantida com os votos dos centristas, PSD e PS.

O Presidente da República recebeu hoje por carta o pedido de demissão do general Rovisco Duarte a pedir a resignação do cargo de Chefe do Estado-Maior do Exército, que transmitiu ao Governo, a quem compete propor a exoneração das chefias militares.

O general Rovisco Duarte justificou perante o Exército o pedido de demissão do cargo de Chefe do Estado-Maior do ramo afirmando que “circunstâncias políticas assim o exigiram”, disseram à Lusa fontes militares.

A demissão de Rovisco Duarte acontece um ano depois da recuperação da maior parte do material, divulgada pela Polícia Judiciária Militar (PJM), em comunicado, no dia 18 de outubro de 2017, na Chamusca, a cerca de 20 quilómetros dos paióis de Tancos.

A investigação do Ministério Público à recuperação do material furtado, designada Operação Húbris, levou à detenção para interrogatório de militares da PJM e da GNR.

 

CDS admite chamar António Costa a comissão de inquérito

O CDS-PP admitiu hoje vir a pedir a audição do primeiro-ministro, António Costa, na comissão parlamentar de inquérito ao furto de armas de Tancos, mas remeteu uma decisão para mais tarde.

Sem querer adiantar decisões, o deputado e vice-presidente da bancada do CDS-PP Telmo Correia disse quer ainda aguardar pela comissão, que vai ser votada em 26 de outubro na Assembleia da República, e tem aprovação garantida.

“Se há um primeiro e um último responsável, não costumamos começar pelo último responsável. Começamos por ouvir outras entidades primeiro. E só, se isso vier a ser necessário, ir ao último responsável”, afirmou.

Para o deputado centrista, há “tempo de tomar essa decisão”, sem excluir esse cenário, remetendo para a comissão de inquérito a missão de apurar as responsabilidades do que aconteceu no furto das armas dos paióis de Tancos.

Por regra, os primeiros-ministros têm a prerrogativa de responder por escrito nas comissões de inquérito, como aconteceu com Pedro Passos Coelho, no anterior Governo, e a comissão de inquérito ao caso BES.

A demissão de Rovisco Duarte acontece um ano depois da recuperação da maior parte do material, divulgada pela Polícia Judiciária Militar (PJM), em comunicado, no dia 18 de outubro de 2017, na Chamusca, a cerca de 20 quilómetros dos paióis de Tancos.

A investigação do Ministério Público à recuperação do material furtado, designada Operação Húbris, levou à detenção para interrogatório de militares da PJM e da GNR.

A demissão de Rovisco Duarte já tinha sido defendida pelo CDS-PP, que propôs na Assembleia da República uma comissão de inquérito para apurar as responsabilidades pelo furto.

Actualizado em ( Quinta, 18 Outubro 2018 14:11 )
 

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