Falar de agricultura, para o PS, é falar de vacas voadoras e de cabras sapadoras
Quarta, 16 Janeiro 2019 19:37    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

patricia copyEm 2017 o país ardeu, morreram mais de 100 pessoas e falou-se da floresta.

Em 2017 o país secou e pouco se viu e ouviu sobre o assunto, à exceção da falta de água que assolou Viseu e levou o governo a uma patética ação de transporte de água entre barragens.

Fora isso, que é muito pouco diga-se, há um sector da economia que tem estado desde 2016 afastado do discurso público e político! É o sector agroalimentar, e com ele todo o mundo rural!

Falar de agricultura, para o PS, é falar de vacas voadoras e de cabras sapadoras.

Estes são termos que podem parecer muito simpáticos e engraçados para os portugueses urbanos, mas que são um desrespeito para quem vive da terra! Para todos os homens e mulheres que trabalham 365 dias por ano, de sol a sol, para produzir os alimentos que todos os dias os restantes 10 milhões de portugueses colocam nas suas mesas; para cuidar da paisagem que todos os restantes admiram quando vão passear ao fim de semana.

O PS, mais uma vez, falhou com um sector que é essencial para o país! Decididamente, PS e mundo rural são dois termos que não combinam! Esta é, aliás, uma marca distintiva do PS! Sempre que o PS Governa, a agricultura e os agricultores sofrem!

E, nos últimos anos, o PS tem-no feito com o silêncio cúmplice das esquerdas unidas que esquecem, desprezam e ignoram todo o mundo rural e quem vive do campo!

Este é um Governo PS que diz querer travar o abandono do território, mas que não investe no sector agrícola nem no mundo rural! Limita-se a anunciar medidas propagandísticas que não saem do papel.

O PDR 2020, que é o principal instrumento de financiamento do investimento do sector, está, ao fim de quatro anos, com uma execução de apenas 50%, mas o PS congratula-se com isso! Faltam dois anos para terminar o programa e são milhares os projetos que aguardam no corredor da morte anunciada.

Este Governo que quis ser o Robim dos Bosques, mas tornou-se no Xerife de Nottingham.

Daquilo que sabemos do próximo período de programação de fundos comunitários, o país vai perder 15% das verbas para o Desenvolvimento rural, mas o Governo do PS acha uma negociação positiva porque os agricultores terão, no final, mais ou menos a mesma verba disponível – o problema será mesmo para o Governo, que vai ter de despender mais do Orçamento do Estado. Para este Governo, qualquer cêntimo do OE colocado no sector agrícola, é um cêntimo desperdiçado noutros sectores capturados por preconceitos ideológicos.

O Governo do PS apresentou recentemente o seu Programa Nacional de Investimentos 2030 que diz ser um documento estratégico para fazer face às necessidades e desafios das próximas décadas, mas, mais uma vez, o sector agrícola e o mundo rural são esquecidos ou relegados para segundo plano.

Vejamos. Nesse documento, o Governo identifica as alterações climáticas como um enorme desafio que o país vai ter de enfrentar, mas preocupa-se apenas em mitigar, descarbonizando, esquecendo a necessidade de adaptar.

E como vai o Governo do PS descarbonizar? Investindo na mobilidade elétrica e reduzindo 40% as vacas até 2050!

E o que esquece o Governo do PS de adaptar? Não tem um euro para o armazenamento de água. Num país que é dos que mais vai sofrer com os eventos climáticos extremos, onde todos os especialistas dizem que vai haver mais períodos curtos de chuva intensa e secas mais prolongadas, é urgente, num documento estratégico garantir que se vai investir no armazenamento de água quando ela cai para a poder usar nos períodos em que falta!

E vai faltar, não apenas para a agricultura, mas também para o abastecimento público - aliás, vimos o que se passou em Viseu em 2017!

Se dúvidas houvesse, basta perceber que o PNI 2030 fala em armazenamento de água apenas para o regadio. São 750 M€. É muito, poderão pensar alguns, mas é muitíssimo pouco, se pensarmos que são apenas 3% dos mais de 20 mil milhões de euros do PNI 2030.

Aliás, quando se fala de água, e dou o exemplo da bacia do Tejo, que é a mais problemática do país, o Sr. Ministro do Ambiente (e da Transição Energética) diz que “estranho seria se os rios não corressem para o mar”, e o Sr. Ministro da Agricultura (, Florestas e Desenvolvimento Rural), quando confrontado com a não inclusão de um Projeto de regularização de água no Tejo – o Projeto Tejo – no PNI 2030, afirma que não existe um projeto mas “apenas uma ideia visionária de projeto”.

O Governo do PS vem mais uma vez deixar a sua marca, de total desconhecimento e desvalorização do importante papel do mundo rural.

Nos anos de 2011 a 2015, quando Portugal esteve a recuperar da bancarrota em que o partido socialista o colocou, foi o sector agrícola que puxou pela economia!

Nesse período, as exportações do agroalimentar e florestas cresceram sempre acima do resto da economia e sempre mais do que as importações, e isso contribuiu para uma redução substancial do défice da balança comercial do sector-

Infelizmente, não é esse o legado que o PS vai deixar. As exportações do agroalimentar estão a crescer a uma taxa muito inferior e estamos a importar mais, o que tem vindo a agravar nos últimos 3 anos o défice da balança comercial do sector!

Os agricultores não precisam que o Governo lhes dê “saquinhos de dinheiro”, que aliás o Sr. Ministro da Agricultura (, Florestas e Desenvolvimento Rural) diz não ter para dar!

Os agricultores precisam de um ministro da agricultura que tenha peso político, no Governo e em Bruxelas, e garanta as verbas necessárias, cá dentro e lá fora, seja para capacitar e impulsionar os mais competitivos e empreendedores, seja para apoiar os mais pequenos, menos especializados e que apesar de não serem competitivos, mantêm e ocupam o território e prestam os tão falados ‘serviços de ecossistemas’.

Os agricultores precisam que o ministro da agricultura os compreenda e os defenda dos ataques dos seus colegas de Governo, como quando o ministro do ambiente diz querer acabar com as vacas até 2050 ou que para resolver o problema das alterações climáticas e da falta de água, só têm é que ser mais eficientes no regadio!

Infelizmente, os agricultores sabem há muito que não podem contar nem com o PS, nem com esta maioria, capturada por preconceitos ideológicos contra a propriedade privada, contra as empresas, contra a produção animal e contra o lucro.

Mas o CDS, em matéria de agricultura, diz mais uma vez presente. E diz presente com coerência. O que defendemos hoje, é o que fizemos ontem e o que projetamos para amanhã!

 

Actualizado em ( Sexta, 18 Janeiro 2019 14:24 )
 

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