O retrato do país segundo Assunção Cristas
Terça, 29 Janeiro 2019 19:43    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

assuncao cristas braga lusaBolsas de vandalismo à volta das grandes cidades, hospitais em estado de degradação, economia a arrefecer sem remédio. Quem ouvir o CDS e a sua líder, Assunção Cristas, a fazer um diagnóstico do que falha no país - como aconteceu ao longo de dois dias, nas jornadas parlamentares do partido, em Braga - terá um retrato bem diferente daquele que é traçado pelo Governo. “Falta, falta, falta, não há uma área no nosso país em que isso não seja sinalizado”, lamentava Cristas esta terça-feira, no encerramento do evento.

As falhas apontadas são mais que muitas, com soluções de uma “verdadeira alternativa” - sem “ambiguidades”, farpa que o CDS aponta cada vez com menos pudor ao PSD - a serem elencadas pela líder dos democratas-cristãos, que diz querer “tirar o país da cepa torta”. Há muito que se conhece a ambição de Cristas de ser primeira-ministra - mas o que quer mudar num país que diz ser “poucochinho” graças à governação de que é “vítima”?


O PREOCUPANTE DIAGNÓSTICO DA SAÚDE

Uma das críticas mais recorrentes do CDS é a degradação do Sistema Nacional de Saúde, tema que leva com frequência ao Parlamento. Desta vez, aproveitou a passagem por Braga para visitar o hospital da cidade, gerido através de uma parceria público-privada que está prestes a terminar. Ora, dados os bons resultados do hospital, para Cristas isto só se justifica graças a uma “pura embirração ideológica” do PS, ‘refém’ dos partidos à esquerda com os quais tem dito, aliás, querer negociar a nova Lei de Bases da Saúde.

Para o CDS, é culpa do Governo - e particularmente do ministro das Finanças, Mário Centeno - a “asfixia” que se vive nos serviços de Saúde, assim como a teimosia de não entregar a sua gestão a privados quando assim se justificar. Uma crítica a que o Executivo costuma responder com os tempos da troika e do PSD e CDS no Governo, dizendo estar a reconstruir o que os seus antecessores (Cristas fazia parte desse Governo) destruíram.


UMA GRIPE ECONÓMICA

Já durante as negociações para o Orçamento do Estado o CDS se focava na falta de medidas de incentivo às empresas para criticar a esquerda. Agora, a este argumento - e ao do “saque fiscal” que diz estar a ser feito aos portugueses, que sofrem com uma “carga fiscal máxima e serviços públicos mínimos” - junta-se o do arrefecimento da economia, que António Costa tem aliás vindo a ensaiar. Reconhecendo que, conjunturalmente na Europa e no mundo, podem vir aí tempos de preocupação - ou de “pneumonia” económica, citando de novo o primeiro-ministro -, Cristas acusa o Governo de não se preparar para fazer face a choques externos. Aproveitou para deixar a crítica esta segunda-feira, na visita à empresa têxtil Lameirinho, em Braga. Já esta terça-feira, prometeu priorizar, em traços gerais, o investimento, o crescimento económico e a criação de riqueza.


BOLSAS DE VANDALISMO A REBENTAR

Também o retrato feito sobre a segurança no país é, para quem ouve os avisos do CDS, preocupante. A violência no bairro da Jamaica pode ser o exemplo mais recente e o que trouxe o tema à agenda política, mas os democratas-cristãos citam notícias de furtos e roubos, referem as “bolsas” de vandalismo que dizem estar prestes a explodir à volta das grandes cidades, e, sobretudo, acusam o Governo de falhar na proteção dos cidadãos como, de resto, noutras áreas de soberania - os casos de Tancos e Pedrógão Grande são aludidos com frequência.

Também aqui o CDS diz querer fazer diferente e aplicar a sua “receita” nunca testada - afinal, nunca esteve numa posição de liderança num Governo. Agora, Cristas diz querer fazer Portugal sair “da cepa torta”, objetivo que diz só poder ser atingido com “uma mudança significativa e uma verdadeira alternativa” que o CDS está preparado para oferecer - mesmo que até ver não haja sondagens e previsões de resultados extraordinários que deem fôlego a essa ambição.

 

Fonte: Expresso

Actualizado em ( Quarta, 30 Janeiro 2019 20:46 )
 

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