CDS põe a fasquia alta para eleições e responde a Costa: “É um privilegiado”
Terça, 29 Janeiro 2019 02:49    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

TELMO FAMALICAO 1O ambiente já era de comício no restaurante de Famalicão onde se encerrou o primeiro dia de jornadas parlamentares do CDS, esta segunda-feira. Mas o entusiasmo das hostes acabou por disparar quando se ouviram críticas dirigidas a António Costa, algumas das mais violentas da noite, em resposta à referência à sua "cor de pele" que fez no último debate quinzenal: "É um privilegiado de toda a vida!".

Se na sexta-feira Assunção Cristas tinha, durante o debate, evitado responder ao primeiro-ministro - que insinuou que Cristas lhe fazia uma pergunta a propósito da violência no Bairro da Jamaica devido à “cor da [sua] pele” - os seus colegas de partido fizeram questão de responder por si. Primeiro o deputado Telmo Correia, que considerou que Costa “bateu no fundo” com aquela intervenção. Mas foi mais longe: “Vinda de um privilegiado de toda a vida”, a farpa “é uma vergonha”. “Vítima? Não, vítimas são os portugueses da sua governação!”, exclamou.

Também Nuno Melo, candidato ao Parlamento Europeu, se referiu ao “argumento pateta” de Costa, dizendo não haver nada que “mostre mais” que o CDS está no caminho certo do que a irritação do primeiro-ministro ao falar com Assunção Cristas. O assunto era a ponte para a polémica do Bairro da Jamaica, assim como as declarações do assessor parlamentar do Bloco de Esquerda, Mamadou Ba, que se referiu à polícia como “bosta de bófia” no seguimento do caso. “É inqualificável”, criticou Nuno Melo. “Refiro-me a um cidadão senegalês que está cá com todo o acolhimento. Só pedimos que respeitem as nossas leis e valores”. Rapidamente pareceu corrigir o tiro, esclarecendo que o ataque não se justificava por o assessor ser senegalês, mas por trabalhar "num órgão de soberania".

Podia ter sido o ensaio para um discurso de candidato às eleições europeias - um dos temas de campanha do CDS é o acolhimento de migrantes e a segurança nas fronteiras - mas, na verdade, de Europa Nuno Melo não falou. O discurso centrou-se no nível nacional e em farpas violentas atiradas à maioria de esquerda. “Um Governo tão ideológico como hoje temos só no tempo do PREC. E é-o porque o PREC voltou ao poder”, declarou, dando o exemplo da preferência do esquerda pela gestão pública dos hospitais: “Os doentes não se salvam com ideologia. O custo da ideologia mede-se, infelizmente, muitas vezes, em mortes e isso é imperdoável”.

Ainda houve tempo para uma referência aos buracos financeiros na Caixa Geral de Depósitos expostos pela recente auditoria da EY - “o que andamos a fazer com os nossos impostos é pagar a riqueza ilícita dos outros” - e uma digressão para visitar o fantasma de Sócrates, assegurando que os socialistas, “a muito curto prazo”, “podem repetir o que conseguiram três vezes: uma bancarrota”. Para evitá-lo, pediu, será preciso dar votos ao CDS. Atrás de si, o slogan do partido para o ano de eleições que já chegou: “A alternativa somos nós”.

 

A PROMESSA DE UM ANO “HISTÓRICO”

Se nas sondagens os centristas parecem não descolar - as previsões de intenções de voto manteem-se semelhantes às do início de 2018 -, Assunção Cristas assumiu-se “otimista” e não hesitou em fazer promessas aos militantes e deputados para quem discursou: “Sabemos que este ano vai ser histórico para o CDS. Prometo-vos que vai”, assegurou.

Numa noite que pareceu de plena campanha, Cristas atirou às eleições do próximo ano - e mostrou-se segura. “Eu devo dizer-vos que sou muito resiliente e otimista. Pode demorar, mas as pessoas no final vão perceber quem está aqui a trabalhar com seriedade desde o primeiro dia”. Até porque na Europa e no mundo é isso que vê - partidos pequenos a “dar o salto” - e no CDS não há lugar para o “síndrome de Peter Pan”, ou o medo de crescer.

Essa vontade de ser alternativa, até de Governo, faz-se em duas frentes: por um lado, apresentar uma oposição “forte e acutilante” ao Governo, “área por área”, mas também nas críticas aos outros partidos, que não se definem “sem equívocos nem ambiguidades”. O mesmo que dizer que, se o PSD deixa espaço para dúvidas relativamente aos acordos que poderá fazer com o PS depois das eleições, o CDS não o faz - como Cristas diz e repete a quem a quiser ouvir, os democratas-cristãos põem totalmente de parte a hipótese de darem algum apoio a Costa.

 

Fonte: Expresso

 

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