Governo parece mais um conjunto de pessoas que se encontram uma vez por semana e mesmo assim não se entendem
Quarta, 30 Janeiro 2019 20:07    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

mota soaresO CDS realizou, ontem e anteontem, as suas Jornadas Parlamentares, no distrito de Braga, sob o lema ‘Europa: coesão e segurança’.

Tenterei condensá-las em cinco notas.

1 - Começámos com uma visita a uma grande empresa do sector têxtil, um sector que soube dar a volta às dificuldades, deixar de depender do mercado interno e ser líder de exportações.

Um sector que, perante a incerteza do crescimento económico da Europa – agravado pelo Brexit – e perante a criação de barreiras à exportação noutros mercados – à cabeça o americano –, sente a asfixia da carga fiscal mais alta de sempre – especialmente para as empresas que empregam e criam riqueza.

Sente o abandono do Governo para as ajudar em tempos de incerteza e sente que o investimento privado, sobretudo o de base industrial, é a mais esquecida das esquecidas prioridades do Governo para a economia. Um Governo que prefere contentar os seus grupos de interesses do que puxar por quem leva a economia portuguesa para fora de portas.

2 - Visitámos o Hospital de Braga, que várias avaliações independentes colocam como o melhor hospital do país, um hospital que serve de forma competente as necessidades de saúde de cerca de um milhão de portugueses.

O Hospital de Braga foi contruído e é gerido por privados que prestam um serviço público de qualidade, com uma capacidade superior à de muitos hospitais geridos pelo Estado.

Pelo facto, e só pelo facto, de ser gerido por privados, o Governo quer acabar com o contrato, sem ter qualquer critério técnico, financeiro, médico ou social que o aconselhe.

O Partido Socialista, com os seus “compagnons de route”, por pura cegueira ideológica, vai sujeitar os utentes do Hospital de Braga às cativações, ao desinvestimento, às demissões e à letargia a que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde estão condenados.

Sejamos muito claros sobre esta matéria. Entre a ideologia e a saúde dos portugueses, o Governo escolhe a ideologia, sujeitando muitas famílias a cuidados de saúde de qualidade inferior.

Pode ser muito interessante para tentar brilhar num qualquer desses fóruns internacionalistas, mas não serve de consolo a quem precisa de um médico, de uma operação ou de um tratamento em condições.

3 - Ouvimos empresários, agricultores, responsáveis europeus e especialistas sobre o próximo quadro comunitário.

A preocupação com a perda de verbas da coesão e da Política Agrícola Comum é grande.

É um total contrassenso que Portugal, que continua a ter um PIB abaixo da média da União Europeia arrisque perder dinheiro da coesão, quando países como o Luxemburgo, Áustria, Finlândia, Bélgica, Suécia e até a nossa vizinha Espanha mantêm, ou até sobem, no valor dessas verbas.

De nada nos vale ter um Primeiro-ministro que diz que é muito europeísta, se depois nem consegue proteger os interesses mais vitais de Portugal na Europa.

4 - Abordámos o tema da segurança, da proteção das pessoas e bens, da Proteção Civil, da Prevenção Rodoviária, tudo áreas em que o Governo está a falhar e em que Portugal está pior.

Temos um Governo que diminui a autoridade do Estado, que desconfia e não sabe lidar com as Forças e Serviços de Segurança, e que falhou, falhou de tal forma que até levou o CDS a apresentar uma Moção de Censura, quando abandonou muitos portugueses à sua sorte nos grandes fogos de 2017.

5 - Lançámos um repto a todos os partidos – repto que aqui reafirmo – de terminar o debate sobre a Reforma da Justiça. Foi há cerca de nove meses que o CDS lançou aqui o debate, com propostas concretas, que estão à espera de propostas da esquerda, e até ao momento nem uma deu entrada no Parlamento. Hoje mesmo requeremos para março um debate que permita fazer a votação das nossas e de todas as outras propostas que, entretanto, entrarem.

Marcámos as preocupações dos portugueses, não nos coibimos de criticar o Governo nos seus erros e nas suas falhas e, fiéis ao nosso princípio de estar um passo à frente e de ser uma alternativa com soluções, apresentámos já as nossas iniciativas e propostas, especialmente numa altura em que o Governo dá tantos sinais de desorientação e de cansaço.

Neste momento, nem sei mesmo se temos um Governo.

Parece mais um conjunto de pessoas que se encontram uma vez por semana e, mesmo nessa altura, parecem não se entender ou falar entre elas.

O Ministro da Agricultura não se entende com o do Ambiente, o do Ambiente não se entende com o da Economia, a Ministra da Cultura não se entende com os diretores-gerais por si nomeados, o Ministro do Ensino Superior não se entende com ele mesmo,  a Ministra da Saúde não se entende o que diz e o Primeiro-ministro, esse, ninguém entende o que anda a fazer.

O Ministro da Agricultura já desautorizou o seu colega do Ambiente quando este, de forma peregrina, defendeu que Portugal devia importar mais e produzir menos bovinos, não se apercebendo que isso não só causa uma maior pegada ambiental, como ao mesmo tempo produz desemprego e menor riqueza para Portugal. O Primeiro-ministro fica calado.

O Ministro do Ambiente, de forma alarmista e irresponsável, diz que os carros a gasóleo vão perder o seu valor, não se apercebendo que a maioria das famílias e das empresas são proprietários de carros a gasóleo, que muitas empresas e muitos empregos no comércio automóvel dependem destes automóveis, e até parece desconhecer que em Portugal se produzem carros a diesel. O Primeiro-ministro calado fica.

A Ministra da Cultura conseguiu mais uma proeza: nomear e exonerar a Diretora-geral das Artes em menos de cinco horas. Deve ser o cargo mais rápido da história da Administração Pública portuguesa, uma espécie de recorde olímpico para a curta distância. O Primeiro-ministro, previsivelmente, fica calado.

O Ministro do Ensino Superior que defendeu o fim das propinas e, 15 dias depois, a necessidade da existência de propinas para financiar as universidades, acusa quem não o entendeu de “leviandade”. Neste caso, ainda bem que Primeiro-ministro ficou calado, sob pena de também ser acusado de leviano.

Já a Ministra da Saúde não entende que não pode desconsiderar tudo e todos – os médicos, os enfermeiros, os antigos ministros do PS, os adversários políticos e até o senhor Presidente da República –, achando normal que uma Lei de Bases da Saúde – elemento essencial para a estabilidade e continuidade do Sistema Nacional de Saúde – seja aprovada só com os votos da esquerda e da extrema esquerda. E só sobre isto é que o Primeiro-ministro não fica calado. Diz com todas as letras que a Lei de Bases da Saúde é para aprovar à esquerda, mesmo que isso seja mau para a estabilidade do SNS e esquecendo-se que neste processo o Presidente da República tem uma palavra a dizer.

Pela nossa parte a opção é clara.

Preparar a alternativa a um Governo que é mau, que perdeu as oportunidades, que não tem capacidade de preparar Portugal para os desafios que aí vêm, é a nossa obrigação.

É isso que estamos a fazer. Disse.

 

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