Líder do CDS desafia partidos a clarificarem posições e avisou Presidente de moção de censura
Sexta, 15 Fevereiro 2019 20:40    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

assuncao mocao censuraA líder do CDS desafiou os partidos políticos, incluindo o PSD, a clarificar posições quanto ao Governo no debate da moção de censura, que hoje anunciou, e disse ter informado o Presidente da República desta iniciativa.

Este é um “momento de clarificação para todas as forças partidárias”, como PCP, BE e PEV, que apoiam o executivo, mas também para o PSD, admitindo que o CDS não tem medo de “ficar sozinho” no momento da votação da moção porque "tem liderado a oposição ao governo das esquerda unidas".

E quanto às expetativas do voto do PSD, partido que apoiou a moção centrista apresentada em 2017, pouco disse, a não ser que “cada um fará a sua análise”.

Assunção Cristas garantiu ainda que informou previamente o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, antes de anunciar a apresentação da moção de censura.

“Dei nota ao Presidente da República desta iniciativa”, afirmou, sem adiantar mais do que falou com o chefe do Estado, que tem defendido o princípio da estabilidade, e a quem, há uma semana, pediu que interviesse e mediasse o conflito entre o Governo e os enfermeiros em greve.

Ao longo de três páginas e meia A4, o CDS argumentou – e Assunção Cristas repetiu-o na conferência de imprensa – com o “ilusionismo socialista”, insistindo na ideia de que este é “o Governo dos serviços públicos mínimos e da carga fiscal máxima.

E, mais uma vez, comparou António Costa a José Sócrates, acusando o primeiro-ministro de “criar a ideia de que tudo estava melhor, apostando nas meias verdades”.

“Na tradição da velha ‘escola socrática’”, afirmou.

Elegeu a saúde como um dos casos “mais gritantes” da gestão do executivo minoritário do PS, com milhares de pessoas em listas de espera nos hospitais ou o “preconceito ideológico” de por fim às parcerias público-privadas nos hospitais.

Na economia, descreveu, baixou o investimento público e o país não está a ser preparado “para enfrentar uma nova crise económica, sem uma derrapagem das contas públicas e sem risco de perder o financiamento externo”.

Além disse, há uma “má gestão, excesso de promessas e o sentimento de engano” que geraram “o caos” no país com “uma insatisfação social crescente que não para de crescer”.

O texto da moção de censura será entregue ainda hoje na mesa da Assembleia da República.

O regimento da Assembleia da República prevê, no seu artigo 222.º que o debate da moção de censura “inicia-se no terceiro dia parlamentar subsequente à apresentação da moção de censura”.

Assim, a moção de censura deverá ser discutida na próxima semana, e a agenda parlamentar terá que ser ajustada, dado que na quinta-feira, por exemplo, está agendado um debate quinzenal com o primeiro-ministro.

A última moção de censura a ser discutida no parlamento foi também apresentada pelo CDS há ano e meio, em 24 de outubro de 2017, centrada nas falhas do Estado no combate aos grandes incêndios desse ano. Foi rejeitada com 122 votos contra, do PS, PCP, BE, PEV e do deputado do PAN, e 105 votos favoráveis, do CDS-PP e do PSD.

Esta será a segunda moção de censura ao Governo minoritário do PS, chefiado por António Costa, e a 30.ª em 45 anos de democracia, após o 25 de abril.

Para ser aprovada, o que implica a queda do Governo, a moção tem que obter 116 votos. PS e os outros partidos de esquerda (PCP, BE e PEV) tem maioria na Assembleia da República.

 

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