“Dizer que sou a líder da oposição é factual”
Sexta, 15 Fevereiro 2019 22:16    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

assuncao cristas expressoAo Expresso, Assunção Cristas fala das razões para apresentar uma moção de censura sem hipóteses de passar no Parlamento. E aproveita para lançar desafios aos restantes partidos, com um alvo preferencial: o PSD. A entrevista à presidente do CDS será publicada na íntegra este sábado, na edição semanal do Expresso.

 

Há meses que o CDS vinha endurecendo o seu discurso contra o Governo, mas também perdendo o pudor de atacar, de forma mais ou menos direta, o PSD, partido tradicionalmente seu aliado e vizinho. Ao Expresso, Assunção Cristas pede desculpa pela “imodéstia” e vai mais longe: “Dizer que sou a líder da oposição é factual”, assegura. Mesmo que esse seja um papel normalmente reservado ao PSD, partido maior da direita.

No dia em que anunciou a apresentação de uma moção de censura ao Governo de António Costa, Assunção Cristas deu uma entrevista ao Expresso - que estará disponível na íntegra na edição semanal deste sábado - em que explica as razões do partido para tentar derrubar o Governo a oito meses das eleições legislativas.

A queda de António Costa é improvável, e o CDS está consciente disso. Mas não são essas as contas que faz: precisamente por acontecer a meses das eleições, a apresentação da moção de censura vai permitir perceber em que lado da barricada se colocam os restantes partidos. Por um lado, BE e PCP, frequentemente críticos das ações do Governo, já não têm obrigação - conforme os acordos assinados com o PS no início da legislatura - de aprovar mais Orçamentos do Estado, uma vez que a legislatura se aproxima do fim. Mas será sobretudo relevante olhar para a posição do PSD de Rui Rio, que não tem afastado a hipótese de vir a viabilizar um Governo do PS. Em 2017, Passos Coelho aprovou uma primeira moção proposta pelo CDS. Desta vez, Rio fica obrigado pelos centristas a vir a jogo - e se se colocar do lado do Governo, mesmo com uma abstenção, dará a Cristas o argumento perfeito para se posicionar junto do eleitorado de direita. Ou, como diz ao Expresso, assumir o papel de “líder de facto” da oposição.

Em entrevista, a líder dos democratas-cristãos analisa todos estes cenários, faz um balanço da legislatura e aproveita para lançar um desafio à esquerda. Em conferência de imprensa, nesta sexta-feira, aproveitou para adiantar algumas das razões para apresentar uma moção apenas um ano e meio depois de a primeira tentativa ter sido chumbada.

 

“O ILUSIONISMO SOCIALISTA ACABOU”

Um Governo vazio de ideias ou soluções, que em fim de ciclo trabalha apenas por objetivos eleitorais; um conjunto de serviços públicos esgotados e degradados; um clima de contestação social agravado pela falta de esforços do Executivo em dialogar; e uma economia que teve condições para descolar mas, ao contrário, dá sinais de abrandamento. Foi este o retrato negro que o CDS traçou do estado em que o Executivo está a deixar o país, e foi assim que Assunção Cristas justificou esta sexta-feira a apresentação da moção de censura.

Para os centristas, se houve tempos em que o Governo animou principalmente os funcionários públicos com boas notícias e anunciou a distribuição ou reposição de rendimentos, tudo não passou de uma “gestão hábil de comunicação e de expectativas”, à moda da “velha escola socrática”. Acabado que está, segundo o CDS, o período de paz social - e descobertas as fraturas sociais e económicas que acusa o Governo de tentar esconder - sobra uma enumeração de problemas em serviços e setores públicos, sendo o maior exemplo o da degradação do SNS.

Não é o único caso. A falta de execução de investimento atravessa todas as áreas, do SNS à ferrovia, aponta Cristas. E a recusa do Executivo em aproveitar a “oportunidade única para reformar” que existiu durante esta legislatura, com uma conjuntura favorável na economia internacional, leva ao atual clima de contestação social. Resta perceber se o PSD faz a mesma interpretação e alinha na iniciativa do partido vizinho.

 

Fonte: Expresso/Diário

 

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