CDS quer saber porque foram ocultadas informações sobre acidentes, mortos e feridos nas vias rodoviárias
Terça, 18 Junho 2019 09:52    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

carro acidenteNotícias recentes dão conta da ocultação de informações sobre acidentes, mortos e feridos nas vias rodoviárias, por parte da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e, em alguns casos, pela GNR e PSP, todas entidades sob a tutela do Ministério da Administração Interna (MAI).

A “Informação Periódica” da ANSR, relativa ao período de 1 de janeiro a 7 de junho do corrente ano dá conta de que a sinistralidade rodoviária está a subir, algo que é visível, óbvio e do conhecimento geral: durante esse período, morreram no continente 203 pessoas, mais 9% do que em período homólogo de 2018, e o número de vítimas mortais deste ano é o mais elevado desde 2016, o mesmo sucedendo com o total de acidentes, feridos graves e leves.

As informações periódicas da ANSR, todavia, apenas mencionam o número de acidentes, mortos e feridos, e sua distribuição por distrito, ao passo que a análise mais pormenorizada dos sinistros nas estradas – v.g., causas, meios de transporte, a categoria dos utentes das vias, idade dos envolvidos – só são tratados nos relatórios mensais a 24 horas e a 30 dias, publicados também pela ANSR.

Sucede que o mais recente relatório mensal a 24 horas disponibilizado pela ANSR é o de novembro do ano passado, quando é certo que tal estatística costuma ser publicada com um diferimento de cerca de mês e meio, o que significa que, nesta altura do ano, estaria a ser conhecida a de abril; por outro lado, faltando o relatório mensal de dezembro de 2018, é impossível à ANSR fazer o balanço anual; acresce que, nos relatórios com as vítimas a 30 dias, o mais recente é de maio de 2018, o que representa outro atraso, visto que costumam ser publicados a cada seis meses.

Esta ausência de informação é particularmente preocupante, pois parece querer impedir os cidadãos de se aperceberem das consecutivas derrapagens, ano após ano, das metas oficiais da sinistralidade rodoviária: para 2017, último ano com dados completos, o Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária (PENSE 2020) estimava 560 óbitos, mas houve 602; em relação ao ano de 2018, a previsão era de 507 mortos (a 30 dias), mas, de acordo com a estatística a 24 horas de novembro de 2018 (a última conhecida) já se haviam registado 513 óbitos.

Os deputados do CDS-PP Telmo Correia, Vânia Dias da Silva e Nuno Magalhães querem por isso saber se o Ministro da Administração Interna tem conhecimento da não publicação destas estatísticas e a que se deve esta omissão por parte da ANSR.

Questionam depois se, considerando que a missão das forças de segurança referidas nas notícias em causa não passa pela publicação de estatísticas, lhes foi transmitida alguma orientação quanto ao tratamento e comunicação de dados sobre acidentes rodoviários à ANSR e por quem.

Finalmente, Telmo Correia, Vânia Dias da Silva e Nuno Magalhães querem saber para quando prevê o Governo que a publicação destes dados pela ANSR seja posta em dia.

Actualizado em ( Terça, 18 Junho 2019 10:14 )
 

Deputados CDS

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Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto Presidente do Grupo Parlamentar

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Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

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Assunção Cristas

Círculo Eleitoral Lisboa Presidente do CDS-PP

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João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro

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Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga