CDS questiona tutela sobre problemas no Serviço de Urgência Obstétrica e Ginecológica do Hospital Garcia de Orta
Terça, 11 Junho 2019 00:00    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

garcia de ortaOs deputados do CDS-PP Nuno Magalhães e Isabel Galriça Neto querem saber qual o verdadeiro motivo do não atendimento de grávidas em trabalho de parto pelo Hospital Garcia de Orta nos dias 7 e 8 de junho – se foi por falta de camas ou falta de médicos especialistas.

Na pergunta enviada à Ministra da Saúde, os deputados questionam ainda que medidas foram já tomadas para resolver qualquer uma destas faltas, se a ministra está em condições de garantir que esta situação não se voltará a repetir, e, sendo o motivo a falta de médicos, para quando a contratação de especialistas em obstetrícia para o Hospital Garcia de Orta.

Em duas últimas questões, Nuno Magalhães e Isabel Galriça Neto querem saber que medidas estão a ser tomadas para garantir que é assegurado o acesso à saúde e a qualidade da prestação de cuidados de saúde a toda a população servida pelo Hospital Garcia de Orta, o que claramente não se está a verificar.

O jornal Público noticiou no dia 7 de junho que o Serviço de Urgência Obstétrica e Ginecológica do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, comunicou à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM que as grávidas em trabalho de parto não deveriam ser encaminhadas para aquela unidade hospitalar até às 8h00 de dia 8 de junho.

De acordo com o Conselho de Administração do HGO, a medida justificou-se por ter sido atingido o limite de admissões e por uma questão de segurança e qualidade de atendimento das grávidas.

No entanto, de acordo com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) os constrangimentos sentidos na obstetrícia do HGO devem-se à falta de médicos especialistas. O SIM garante ainda que esta não é a primeira vez que esta situação acontece, e que a decisão de restringir o atendimento, neste caso de grávidas, é prudente por parte dos médicos e garante a segurança clínica dos utentes.

O CDS-PP encara estes factos com muita preocupação, considerando ser absolutamente necessário e prioritário assegurar tanto o acesso à saúde, como a qualidade da prestação de cuidados de saúde à população, o que, neste caso, claramente, não está a acontecer. 

 

Deputados CDS

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Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto Presidente do Grupo Parlamentar

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Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

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Assunção Cristas

Círculo Eleitoral Lisboa Presidente do CDS-PP

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João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro

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Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga