CDS-PP considera "lamentável" que "extrema-esquerda" acuse médicos
Sexta, 19 Junho 2020 19:00    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

telmo correia com nome salao nobreO líder parlamentar do CDS-PP, Telmo Correia, criticou hoje o BE por ter acusado a Ordem dos Médicos de "extremismo", depois de esta ter recusado participar em qualquer fase do processo da instituição de eutanásia.

"É absolutamente extraordinário que a extrema-esquerda acuse de extremismo os médicos e um sinal gravíssimo de despeito pela Ordem dos Médicos e pelos profissionais de saúde", criticou Telmo Correia, em declarações aos jornalistas no parlamento, pouco depois de o deputado do BE José Manuel Pureza também ter falado sobre o tema.

De acordo com a edição de hoje do jornal Público, o Conselho Nacional da Ordem dos Médicos enviou uma carta ao presidente da Assembleia da República na qual informa que se recusará a participar em qualquer fase do processo da instituição de eutanásia.

Hoje de manhã, o BE manifestou "estranheza" com esta recusa da Ordem dos Médicos, dizendo esperar que reconsidere este "gesto precipitado" e "extremista" de impor aos médicos uma orientação quando há pluralidade de posições.

Pelo contrário, o líder parlamentar do CDS-PP considerou que o documento vindo da Ordem dos Médicos é "de grande relevância" e "é coerente com a posição do Código Deontológico destes profissionais".

"Acho lamentável e inaceitável a reação que teve o BE, pela voz de José Manuel Pureza, ainda para mais membro do grupo de trabalho sobre o tema e vice da Assembleia da República", afirmou.

Telmo Correia recordou que o CDS-PP propôs, no âmbito do grupo de trabalho, um conjunto de audições, entre as quais as das Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros, que já ficaram acordadas mas ainda não foram agendadas.

"O deputado José Manuel Pureza, em vez de fazer estas acusações inaceitáveis, devia pedir que a Ordem dos Médicos venha cá discutir esta posição, é uma audição fundamental para nós", defendeu.

Telmo Correia defendeu que o processo legislativo sobre a eutanásia deve ser "feito com calma e serenidade", e que os pedidos de referendo sobre a morte assistida devem ser debatidos em plenário antes de a lei ser votada definitivamente.

Na quinta-feira, a Federação Portuguesa pela Vida entregou 95.287 assinaturas ao presidente da Assembleia da República a pedir a realização de um referendo sobre a despenalização da eutanásia.

A Assembleia da República aprovou em 20 de fevereiro, na generalidade, os cinco projetos da autoria do PS, BE, PEV, PAN e Iniciativa Liberal para despenalização da morte medicamente assistida.

Os diplomas preveem que só possam pedir a morte medicamente assistida, através de um médico, pessoas maiores de 18 anos, sem problemas ou doenças mentais, em situação de sofrimento e com doença incurável.

Propõem também a despenalização de quem pratica a morte assistida, nas condições definidas na lei, garantindo-se a objeção de consciência para os médicos e enfermeiros.

A deputada Isabel Moreira (PS) vai fazer um primeiro projeto de texto de substituição para uma lei da despenalização da morte medicamente assistida, a partir dos cinco diplomas aprovados no parlamento, uma decisão da primeira reunião do grupo de trabalho, presidido pela deputada do PSD Mónica Quintela, criado pela comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais.

 

Deputados CDS

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Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto Presidente do Grupo Parlamentar

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Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Gonçalves Pereira

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro

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Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga