CDS propõe que drones monitorizem praias não vigiadas
Segunda, 29 Junho 2020 15:59    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

joao goncalves pereiraO CDS-PP entregou na Assembleia da República um projeto de resolução no qual recomenda ao Governo o reforço, pela Marinha e Polícia Marítima, da vigilância nas praias não concessionadas e também com recurso a drones.

A iniciativa, que deu entrada no parlamento na quinta-feira, pede ao Governo que "reforce o apoio da Marinha nas praias vigiadas e aumente a vigilância nas praias não vigiadas, quer seja por efetivos militares ou da Polícia Marítima, ou por meio de UAV (veículos aéreos não tripulados)", como drones.

Em declarações à TSF, João Gonçalves Pereira, deputado do CDS, justificou a proposta com as 46 mortes por afogamento já em 2020.

"Os números são muito preocupantes. Quando olhamos para os primeiros cinco meses do ano, há um aumento de 64% de mortes por afogamento face ao ano anterior. E não podemos esquecer que tivemos um período de confinamento obrigatório. Estamos preocupados", admite.

João Gonçalves Pereira adianta ainda que o Governo está a acompanhar a matéria, no entanto, o CDS "entende que os equipamentos e os meios deviam ser reforçados, sob pena de termos um verão muito complicado."

O deputado do CDS deixa ainda recomendações ao Executivo. "O Governo deve pedir um reforço das Forças Armadas, nomeadamente da Marinha. É importante que se possam utilizar os drones que a Marinha adquiriu, e eventualmente alugar outros, para vigiar as praias."

O CDS pede que sejam fornecidos "aos nadadores-salvadores os equipamentos de proteção individual necessários" - como máscara, óculos, bata ou avental, touca, luvas e desinfetante - e que sejam homologados "novos equipamentos de salvamento", e lembra o problema atual dos concessionários. "Vamos ter menos pessoas nas praias, o que significa que vamos ter menos pessoas nos concessionários, que vão ter de adotar as regras da Direção-Geral da Saúde. Não podemos esquecer que são os concessionários que suportam os custos com os nadadores-salvadores."

João Gonçalves Pereira sugere, por isso, que a linha a fundo perdido para as microempresas seja adaptada para os concessionários.

 

Praias não vigiadas podem ser as mais concorridas em tempo de pandemia

Devido à pandemia de Covid-19, os banhista são aconselhados a adotar medidas, como a manutenção da distância de segurança no areal e no mar, pelo que o CDS-PP está preocupado que as praias não vigiadas possam ser mais concorridas este ano e com os riscos que daí podem advir.

"As condicionantes, as novas regras que são impostas para a lotação nas praias vigiadas, que obrigam a um distanciamento e obrigam necessariamente a uma diminuição do número de pessoas na praia, obriga as pessoas a tentarem encontrar outras soluções", assinalou o deputado João Gonçalves Pereira.

"E as outras soluções passam necessariamente por praias não vigiadas", notou.

Salientando que "o CDS está com uma grande preocupação relativamente à assistência a banhistas para este ano", o centrista exemplificou que "entre Sines e Troia são 75 quilómetros de praia e apenas três quilómetros são vigiados".

"As praias não vigiadas não têm essa mesma assistência [a banhistas] e já começamos a ter números muito preocupantes", alertou o deputado, indicando que "até ao final de maio já houve 46 mortes por afogamento, mais 64% face ao período homólogo".

Neste projeto de resolução, os deputados centristas recomendam também ao executivo liderado pelo socialista António Costa que crie "um apoio excecional para que os concessionários das praias vigiadas possam fazer face à redução da atividade e adaptarem-se a todas as obrigações de segurança" e também "incentivos sociais e fiscais para quem trabalhar sazonalmente como nadador-salvador".

O grupo parlamentar dos democratas-cristãos pede ainda que sejam promovidas "campanhas de sensibilização face ao risco de afogamento", estimando que este verão os nadadores-salvadores não serão "suficientes para responder às necessidades de apoio aos banhistas".

No texto defende-se também que "é necessário proceder a alterações à legislação em vigor", indicando que o CDS já está "a trabalhar" nesse âmbito.

 

Fonte: TSF

 

Deputados CDS

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Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto Presidente do Grupo Parlamentar

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Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Gonçalves Pereira

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro

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Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga