CDS quer que Governo requalifique linha do Oeste entre Caldas da Rainha e Coimbra/Figueira da Foz
Quinta, 05 Novembro 2020 08:47    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

linha do oesteOs deputados do CDS João Gonçalves Pereira, Telmo Correia, Ana Rita Bessa, Cecília Meireles e João Pinho de Almeida querem que o Governo tome as diligências necessárias à modernização e requalificação da linha do Oeste no troço entre Caldas da Rainha e Coimbra/Figueira da Foz.

São já várias as resoluções da Assembleia da República (AR) que, nos últimos anos, recomendam ao Governo a requalificação da Linha do Oeste. Como exemplo destacamos a Resolução da Assembleia da República n.º 235/2017, de 20 de setembro de 2017, que teve na base, entre outros, o Projeto de Resolução 878/XIII, do CDS-PP, e que recomenda ao Governo, entre outros, que:

«1- Promova a revisão do Plano de Investimentos Ferroviários 2016 -2020, com o objetivo de incluir o projeto de requalificação e de modernização integral da Linha do Oeste, no plano de investimentos prioritários da Infraestruturas de Portugal, S. A. (IP, S. A.), constituindo esta linha como uma alternativa eficaz à utilização de veículo automóvel para a acessibilidade ao litoral Oeste, permitindo-lhe cumprir a sua vocação estruturante e estratégica para o país e a região, mesmo que tal seja assegurado através da sua repartição por duas fases de investimentos:

[…]

b) Numa segunda fase, desde Caldas da Rainha até Louriçal/Bifurcação de Lares, até 2020, permitindo a ligação ao ramal de Alfarelos e, depois, à linha do Norte, até Coimbra B.

[…]

3- O projeto de investimento, de modernização e de requalificação da linha do Oeste permita, no final da sua realização, a criação de uma alternativa ferroviária de qualidade para a acessibilidade ao litoral Oeste, a circulação de comboios rápidos de passageiros, intercidades e um transporte regular diversificado entre todos os concelhos, bem como a circulação de composições ferroviárias de mercadorias ao longo de toda a linha.»

Em 2019, através do Projeto de Resolução 2169/XIII, o CDS-PP recomendava ao Governo que iniciasse todas as diligências para dar início às obras de modernização da Linha do Oeste de forma a garantir que as mesmas se iniciassem ainda nesse ano.

A Linha Ferroviária do Oeste (Linha do Oeste) é um troço ferroviário que liga a estação de Agualva-Cacém, na Linha de Sintra, à estação de Figueira da Foz, percorrendo grande parte da costa litoral portuguesa, atravessando zonas bastante populosas e de atividades agrícola e industrial significantes.

Sendo esta uma região de dinâmica económica forte e considerando a importância da mobilidade para trabalhadores e mercadorias, faz todo o sentido que se proceda à requalificação e modernização integral da Linha do Oeste.

De acordo com o portal da Infraestruturas de Portugal S. A. (IP), o projeto de modernização da Linha do Oeste que está a ser desenvolvido no âmbito do programa Ferrovia 2020, será executado de forma faseada no terreno dividido em duas empreitadas. A primeira corresponde à eletrificação e modernização do troço entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras, e a segunda à intervenção no troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha.

A empreitada para a modernização do troço entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras foi adjudicada em março de 2020, e em outubro foi publicado em Diário da República o concurso para a requalificação do troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha.

Resta assim o troço entre Caldas da Rainha e Coimbra/Figueira da Foz, ausente deste plano de requalificação, sendo que em Coimbra B é assegurada a ligação à Linha do Norte.

Este “esquecimento”, para lá de prejudicial para os utentes da Linha do Oeste, foi já alvo de várias moções e iniciativas, de municípios, de CIMs, de partidos políticos – quer a nível local e regional, quer com assento na Assembleia da República – e de cidadãos, sempre reclamando ao Governo, à CP – Comboios de Portugal E.P.E. (CP) e à IP a renovação urgente deste itinerário complementar da ferrovia nacional.

A modernização da Linha do Oeste, com a utilização de material circulante de tração elétrica, a otimização do traçado e a instalação da sinalização e telecomunicações ferroviárias em todo o seu percurso, além de um melhor serviço quer às populações quer à económica regional, contribuiria não só para o aumento da segurança e da fiabilidade na linha, mas também para uma redução considerável do tempo de percurso ao longo de todo a sua extensão, e ainda para uma significativa redução dos custos energéticos, emissões de dióxido de carbono e níveis de ruído.

 

Deputados CDS

News image

Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga Presidente do Grupo Parlamentar  

News image

Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

News image

Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto  

News image

João Gonçalves Pereira

Círculo Eleitoral Lisboa

News image

João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro