CDS-PP diz que MAI acionou "botão de emergência" ao demitir diretora do SEF
Quarta, 09 Dezembro 2020 22:41    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

joao almeida salao nobre ishO CDS-PP considerou hoje a demissão da diretora do SEF foi "uma espécie de acionamento" do botão de pânico pelo ministro da Administração Interna que não conseguiu resolver politicamente um problema grave.

Em declarações aos jornalistas no parlamento, em Lisboa, o deputado do CDS-PP João Almeida reagiu desta forma ao anúncio feito hoje pelo ministério da Administração Interna de que a diretora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Cristina Gatões Batista, se tinha demitido hoje das suas funções.

"Eu acho que a própria demissão da diretora do SEF é uma espécie de acionamento do botão de emergência pelo ministro. O ministro, como não consegue resolver politicamente o problema, um problema tão grave como este, acionou o seu botão de emergência que é, para não tirar responsabilidades pessoais, demitir a diretora", respondeu aos jornalistas.

João Almeida foi questionado sobre a ideia, noticiada pelo Diário de Notícias, de os cidadãos estrangeiros que fiquem alojados nas instalações do SEF do aeroporto de Lisboa poderem vir a ter disponível um botão de pânico nos respetivos quartos.

Desde o início deste processo, frisou, o CDS-PP entende que são precisas três coisas: "exigência, institucionalismo e liderança".

"Algo tão grave como o que aconteceu não pode, de maneira nenhuma, deixar de ter um apuramento de responsabilidades que aponte para o que se passou exatamente, para quem é culpado e para que quem seja culpado tenha a devida consequência", defendeu.

Questionado sobre se Eduardo Cabrita tem condições para continuar no cargo, João Almeida defendeu que é preciso que o ministro esclareça "tudo o que se passou neste caso" e "mostrar que efetivamente não anda a reboque da agenda mediática, tentando escapar e não liderando o processo".

"Está ainda na oportunidade. Como sabem o ministro está para vir ao parlamento, esse será o momento para apurar se efetivamente o ministro tem ou não condições para continuar", apontou.

O centrista avisou que "o SEF é um serviço de segurança muito relevante para o país" e não se pode se pode expor "um serviço de segurança a um desgaste dia a dia no debate público".

"Eu tutelei o SEF durante dois anos e essa não era a prática corrente neste serviço. É preciso apurar se efetivamente aconteceu agora, porque é que aconteceu agora e a relação que isso tem com a liderança ou com a falta dela porque efetivamente isso não é normal, mas também não era normal no SEF", respondeu ainda.

Cristina Gatões assumiu a liderança do SEF a 16 de janeiro de 2019, em substituição de Carlos Moreira, que saiu por motivos pessoais e a sua saída, segundo uma nota do Ministério da Administração Interna (MAI), coincide com um processo de restruturação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

No mandato de Cristina Gatões, três inspetores do SEF foram acusados de envolvimento na morte de um cidadão ucraniano, nas instalações do serviço no aeroporto de Lisboa, a quem agrediram violentamente e que deu origem à demissão do diretor e do subdiretor de Fronteiras do aeroporto.

 

Deputados CDS

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Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga Presidente do Grupo Parlamentar  

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Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

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Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto  

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João Gonçalves Pereira

Círculo Eleitoral Lisboa

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João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro