COVID-19: CDS questiona ministra da Saúde sobre acompanhamento médico de recém-nascidos
Quarta, 03 Fevereiro 2021 11:00    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

teste pezinhoA deputada do CDS Ana Rita Bessa quer saber se tendo em conta a situação pandémica criada pela doença Covid-19, e a sua consequência inevitável nos Cuidados de Saúde Primários, o Ministério da Saúde preparou orientações para o acompanhamento de recém-nascidos, e, se sim, e ainda que de adesão voluntária, que medidas estão previstas para o acompanhamento da realização do “teste do pezinho” e para o acompanhamento do cumprimento do Programa Nacional de Vacinação.

Foram esta semana revelados pela comunicação social os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN) de 2020.

No caso do Diário de Notícias, refere-se que «houve menos 1908 testes do pezinho em 2020 comparativamente com 2019, o que significa que nasceram menos crianças em Portugal. E o mês de janeiro de 2021 não traz melhores notícias sobre a taxa de natalidade. Há uma diminuição dos testes diários e também os médicos de família têm menos grávidas para acompanhar. O que significa que, se o ano passado foi mau para a demografia nacional, a pandemia pode agravar a situação.»

O jornal refere que «os últimos registos indicam uma quebra de 2,2% no número de testes que diariamente chegam à Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana, no Porto, Instituto Ricardo Jorge», sendo que a responsável pela unidade aponta duas razões, ambas relacionadas com a situação pandémica a nível global. Citamos: «Realizaram-se menos testes do pezinho no ano passado, e, em janeiro, a nossa média diária tem sido abaixo do que era expectável. A dúvida é se há menos testes porque os pais têm medo de levar os bebés aos centros de saúde por causa da covid-19. Por outro lado, verificámos que há menos mães estrangeiras, o que significa não só que houve menos imigração como alguns terão regressado ao seu país.»

O teste do pezinho deve fazer-se entre o terceiro e o sexto dia de vida, sendo que em 75% dos casos as crianças já não estão nas maternidades e os pais tem de deslocar-se aos centros de saúde da área de residência para o fazer.

Em declarações também ao DN, um médico de família refere que os pais continuam a ir aos centros de saúde, e que a preocupação dos clínicos não é tanto com a primeira consulta, em que se faz o teste do pezinho, mas com as consultas nos dois primeiros anos de vida. E acrescenta que «a pandemia não nos deve fazer esquecer que existe o Programa Nacional de Vacinação.»

Desde 1979 que o PNRN realiza testes de rastreio de algumas doenças graves, o chamado “teste do pezinho”, em todos os recém-nascidos. Este teste permite identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, e que assim podem beneficiar de tratamento precoce.

No entanto, o teste do pezinho não é obrigatório e depende sempre da vontade dos pais. Porém, dado que para todas as doenças estudadas existe tratamento, as vantagens para o bebé e para todo o ambiente em que está inserido são claras e evidentes.

Por outro lado, a vacinação é um direito e um dever dos cidadãos, que ao decidir vacinar-se estão não só a defender a sua saúde, como a defender também a saúde pública e a praticar um ato de cidadania.

Actualizado em ( Quarta, 03 Fevereiro 2021 11:20 )
 

Deputados CDS

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Telmo Correia

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Ana Rita Bessa

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Cecília Meireles

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João Gonçalves Pereira

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João Pinho de Almeida

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