CDS questiona autarca de Tomar sobre poluição no rio Nabão
Quinta, 18 Fevereiro 2021 11:07    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

poluicao-rio-nabao-img 20210124 130557 0Num requerimento dirigido à presidente da Câmara Municipal de Tomar, o deputado do CDS João Gonçalves Pereira quer saber se a autarca tem conhecimento dos episódios de poluição das águas do rio Nabão registados nos últimos meses e, se sim, que medidas estão planeadas para responder de forma célere e eficaz.

João Gonçalves Pereira questiona também que informações tem a presidente da CMT que a levem a excluir as ETAR como responsáveis pelos atentados ambientais, questiona quais os resultados do estudo técnico encomendado pela Tejo Ambiente, E.I.M., S.A. à empresa Luságua – Serviços Ambientais, S.A. sobre a avaliação das condições em que operam as três ETAR da Zona Industrial de Ourém, do Alto Nabão e de Seiça, e, ainda, que medidas estão a Câmara Municipal de Tomar e a Tejo Ambiente, E.I.M., S.A. a tomar de modo a garantir que episódios de poluição do rio Nabão não se repitam.

O rio Nabão é um rio português, afluente do rio Zêzere, que nasce em Ansião, no maciço de Sicó, da união de várias ribeiras, e desagua na margem direita do Zêzere, depois de um percurso de 66 quilómetros, atravessando a cidade de Tomar. Ao longo do seu curso tem como afluentes a ribeira da Quebrada, a ribeira de Caxarias e a ribeira de Seiça.

Nos últimos anos têm-se verificado um conjunto de episódios graves, de poluição das águas do rio Nabão, sendo que recentemente tem havido um agravamento na sua recorrência. Os episódios são de uma gravidade tal, que qualquer pedestre que passeio junto ao rio nos dias doa ataques, consegue relatar através da observação de uma espessa camada de espuma ou pelos odores nauseabundos que as águas poluídas do rio emanam.

Esta não é uma situação de agora, que tem sido recorrentemente, ano após ano relatada e denunciada, inclusivamente pelo grupo parlamentar do CDS-PP. No entanto, esta situação continua sem resolução e sem que as autoridades e entidades competentes identifiquem a origem dos focos de poluição.

As Estações de Tratamento de Águas Residuais do Alto Nabão, em Palmaria e de Seiça, em Cacinheira, são recorrentemente identificadas como possíveis focos de poluição em situações de grande pluviosidade, sendo que apenas em função dos investimentos efetuados nos sistemas municipais se pode diminuir a frequência dos episódios.

Desde 1 d janeiro de 2020 que a responsabilidade pela exploração e gestão dos sistemas de saneamento de águas residuais dos municípios de Ourém e Tomar ficou a cargo da recém-criada Tejo Ambiente, E.I.M., S.A. Entre outras atribuições ficou responsável pela melhoria do nível de atendimento e do funcionamento das redes de drenagem, que incluem a melhora do desempenho das Estações de tratamento de águas residuais do Alto Nabão, em Palmaria e de Seiça, em Cacinheira. A Tejo Ambiente, E.I.M., S.A é presidida pela Senhora Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas.

A 21 de fevereiro de 2020, a Tejo Ambiente, E.I.M., S.A. contratou à Luságua – Serviços Ambientais, S.A, um estudo técnico de avaliação das condições em que operam as três ETAR´s (da Zona Industrial de Ourém, do Alto Nabão e de Seiça (Sabacheira), do ponto de vista eletromecânico e hidráulico.

Neste contexto, e tendo em conta a escalada de episódios, cada vez mais graves e recorrentes, é urgente que sejam tomadas medidas de forma a identificar os focos de poluição e garantir que os mesmos não voltam a colocar em causa os recursos hídricos da região.

 

Deputados CDS

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Telmo Correia

Círculo Eleitoral Braga Presidente do Grupo Parlamentar  

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Ana Rita Bessa

Círculo Eleitoral Lisboa

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Cecília Meireles

Círculo Eleitoral Porto  

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João Pinho de Almeida

Círculo Eleitoral Aveiro

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Pedro Morais Soares

Círculo Eleitoral Lisboa