USF Ramalde: CDS quer saber o que é que falta para cumprir acordo com a Câmara do Porto
Sexta, 30 Novembro 2018 09:53    Versão para impressão

USF RamaldeNuma pergunta enviada à Ministra da Saúde os deputados do CDS-PP Álvaro Castello-Branco, Pedro Mota Soares, Cecília Meireles e Isabel Galriça Neto querem saber o que é que falta para que seja concluído o processo de transferência do terreno na rua de Justino Teixeira para a Câmara Municipal do Porto, de acordo com o definido no memorando de entendimento assinado em 2016.

A Câmara Municipal do Porto (CMP), em consonância com um memorando de entendimento assinado em setembro de 2016 com o Ministério da Saúde, construiu um edifício destinado à nova Unidade de Saúde Familiar (USF) de Ramalde.

De acordo com o documento, a autarquia assumia o encargo de construir a nova USF, cabendo depois à Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) a transferência para a CMP, como contrapartida, de um terreno na rua de Justino Teixeira, destinado à instalação do campo de futebol do Desportivo de Portugal, que ficará desalojado com a construção do Terminal Intermodal de Campanhã.

Nos últimos dias, a CMP revelou que, estando o edifício da USF pronto, este não será entregue já que a ARSN ainda não procedeu à sua parte do acordo.

Em comunicado na sua página de internet, a ARSN informa que «tão rápido quanto possível e logo que o processo de transferência do terreno esteja devidamente concluído em termos legais, procederá à escritura respetiva para que as novas instalações da Unidade de Saúde de Ramalde possam iniciar a sua atividade».

O objetivo do acordo era dotar a população de referência de cerca de 14 mil utentes, servida pela USF "Novo Sentido" e antiga Extensão de Saúde do Ilhéu, bem como os profissionais que ali trabalham, com um equipamento que, para além de moderno, humanizado e devidamente equipado, pudesse responder às suas reais necessidades.

As obras de construção representaram um investimento de cerca de 750 mil euros, num edifício inacabado – entre as ruas Diogo de Noronha e D. Estêvão da Gama, no Bairro das Campinas –, agora dotado de zonas de consulta, tratamentos e saúde materno-fantil e respetivas estruturas de apoio.

O edifício está concluído há três meses e pronto para substituir as atuais instalações que não têm condições para atender a população idosa e com problemas de mobilidade.

Acresce que a CMP está a pagar cerca de seis mil euros mensais a uma equipa de segurança para evitar a degradação da estrutura pronta.