CDS questiona Governo sobre redução de turmas em escola do Tortosendo, Covilhã
Quinta, 27 Setembro 2018 09:38    Versão para impressão

escola tortosendoO CDS anunciou que questionou o Governo sobre a redução do número de turmas na Escola EB1 do Largo da Feira, no Tortosendo, concelho da Covilhã, situação que levou as crianças a estarem ausentes das aulas durante uma semana.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa pela Comissão Política Concelhia da Covilhã, o CDS recorda que os pais e encarregados de educação dos alunos daquela escola estão contra a redução de uma turma e que chegaram mesmo a realizar um protesto em que fecharam a instituição a cadeado.

A nota especifica que está em causa o "facto de haver mais de dois alunos com necessidades educativas especiais (NEE) em turmas onde se juntam alunos de diferentes anos escolares e que, face ao despacho normativo", há desconformidade com a lei no que respeita à constituição de turmas, havendo duas turmas com mais de dois alunos NEE, com a agravante de haver um número significativo de alunos Plano de Acompanhamento Pedagógico".

Lembrando que aquele estabelecimento de ensino do distrito de Castelo Branco sempre teve quatro turmas e que este ano letivo foi decidido não constituir uma quarta turma, o CDS frisa que os "pais e encarregados de educação questionam como é que um único professor pode acompanhar alunos de diferentes níveis e crianças com NEE na mesma sala de aulas".

"É imperativo a reposição da turma retirada, pois só assim pode ser assegurada a serenidade e normalidade do presente ano letivo", é referido na nota.

Deste modo, o CDS questionou o ministro da Educação sobre se, e desde quando, "tem conhecimento da existência de mais de dois alunos NEE por turma" naquela escola.

"Vai o Ministério da Educação cumprir a lei e repor a turma retirada de modo a dar as melhores condições aos alunos desta escola do concelho da Covilhã? ", é a outra pergunta apresentada pelos centristas.

No comunicado, a Concelhia do CDS também critica o silêncio da Câmara Municipal da Covilhã, acusando de estar a "demitir-se de defender os interesses dos munícipes e do concelho".

Durante uma semana, entre os dias 18 e 25, os alunos da EB1 do Largo da Feira estiveram ausentes das aulas, em protesto contra a situação, sendo que, na quarta-feira, regressaram para evitar maiores prejuízos.

Ainda assim, os pais e encarregados de educação prometem continuar a lutar contra o que classificam como uma "ilegalidade".