Inquérito/Energia: CDS-PP quer esclarecimentos sobre envolvimento de Miguel Barreto no setor elétrico
Quinta, 11 Outubro 2018 17:55    Versão para impressão

helder amaral sala bandeirasO CDS-PP pediu o envio de questões ao antigo diretor-geral de Energia Miguel Barreto, ouvido na quarta-feira na comissão parlamentar de inquérito às rendas excessivas da energia, para esclarecer o seu envolvimento em empresas elétricas.

No requerimento, a que a Lusa teve hoje acesso, o grupo parlamentar do CDS-PP solicita que sejam enviadas a Miguel Barreto, "com a maior brevidade possível", cinco questões sobre a participação do antigo diretor-geral de Energia em empresas do setor elétrico, como a Goldiport Solar.

Além de querer saber qual a participação nessas empresas, o coordenador do CDS-PP na comissão de inquérito, Hélder Amaral, questiona se tem funções de gestão em alguma dessas empresas, se obtiveram, nos últimos anos, licenças de exploração de centrais fotovoltaicas, onde se localizam, quais as capacidades instaladas e ainda se beneficiam de tarifas de mercado ou 'feed-in' (bonificadas).

"O CDS-PP considera pertinente que sejam obtidos esclarecimentos sobre o envolvimento do senhor Dr. Miguel Barreto no setor elétrico", lê-se no requerimento, referindo que o antigo diretor de Energia disse que não saiu do cargo para o setor elétrico, mas, "mais à frente, [...] admitiu a esta comissão parlamentar de inquérito ter regressado ao setor elétrico em Portugal, mais concretamente no desenvolvimento do licenciamento de centrais solares em mercado".

O requerimento foi enviado à presidente da comissão de inquérito, a deputada do PSD Maria das Mercês Borges.

"Quando terminei o meu mandato como diretor-geral criei uma empresa dedicada à certificação energética de edifícios, que nada tem a ver com o setor elétrico, mas muito mais com o setor imobiliário", disse Miguel Barreto, que esteve na quarta-feira a ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito às rendas excessivas aos produtores de eletricidade durante cerca de cinco horas.

Na audição, o antigo diretor-geral de Energia rejeitou então que o conceito de portas giratórias se possa aplicar ao seu percurso, garantindo que não pertenceu ao setor elétrico antes e depois de ter estado nesta direção.