CDS-PP preocupado com falta de médicos e rotura de serviços no hospital de Évora
Segunda, 15 Outubro 2018 18:25    Versão para impressão

antonio carlos monteiro arO CDS-PP questionou o Governo sobre a alegada falta de médicos de várias especialidades e o possível risco de rotura dos serviços de Pediatria e de Urgência do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).

A pergunta subscrita pelos deputados centristas António Carlos Monteiro, João Gonçalves Pereira e Isabel Galriça Neto e dirigida ao Ministério da Saúde foi enviada hoje à agência Lusa pelas estruturas locais do CDS-PP.

"Já tínhamos questionado o Governo com estas preocupações, mas, infelizmente, não obtivemos respostas cabais e, por isso, resolvemos insistir, porque, decorrido todo este tempo, esgotou-se o prazo para as desculpas", afirmou à Lusa o deputado António Carlos Monteiro.

Para o parlamentar democrata-cristão, o Governo do PS "continua a iludir as pessoas e a empurrar a solução dos problemas para a frente, sem que se note uma melhoria nos serviços públicos que são prestados às populações".

"Pelo contrário, a situação, em especial no domínio da saúde, tem-se vindo a degradar de forma acelerada e o Alentejo merece uma outra atenção por parte deste Governo", disse, referindo que os serviços básicos "têm vindo a ser postos em causa de norte a sul do país".

O CDS-PP indicou na pergunta que sabe de "várias denúncias sobre problemas nas especialidades de ortopedia, pediatria, obstetrícia, oncologia e anestesiologia", assim como sobre "falta de capacidade de reação do Serviço de Urgências, drástica redução das intervenções cirúrgicas ou ainda falta de médicos"

Segundo os centristas, "mantém-se" também o risco de rotura do Serviço de Urgência Pediátrica do HESE, denunciado, em abril deste ano, por 20 dos 22 pediatras, uma vez que "as duas vagas abertas não terão sido preenchidas".

Os democratas-cristãos assinalaram, por outro lado, que os atuais "12 médicos da especialidade de anestesiologia" ficam "muito aquém do número desejável", enquanto que em obstetrícia "o HESE perdeu recentemente quatro médicos e não terá conseguido preencher a vaga aberta".

"Em relação à cirurgia de obesidade, existe alegadamente uma lista de espera relevante, sendo que as intervenções cirúrgicas tiveram um decréscimo muito acentuado em 2018 e a recuperação dos números medianos está dependente da recuperação de anestesiologistas", notaram.