Temos tudo para ganhar, mas temos que querer ganhar
Quarta, 21 Novembro 2018 20:01    Versão para impressão

cristas UBIDemografia, coesão territorial e transformação digital são os 3 grandes eixos para pensar o futuro do país, afirmou a líder do CDS PP, Assunção Cristas, na conferência que proferiu na UBI.

Assunção Cristas mostrou aos jovens estudantes de Ciências Políticas e Relações Internacionais otimismo no futuro embora seja necessária muita ambição. “Temos tudo para ganhar, mas temos que querer ganhar”, afirmou.

Um dos primeiros aspetos que a líder do CDS apresentou como prioritário para o país foi a natalidade. “Trata-se de um problema complexo e não se pode ser populista apontando apenas um caminho para a sua resolução”, afiançou. Para Cristas há “um conjunto de políticas que podem levar à inversão da atual pirâmide demográfica do país”.

Apontou como caminho as propostas que o partido tem feito ao longo dos últimos 3 anos na oposição como a majoração do abano de família para quem tem mais filhos, apoio à habitação, apoios do estado para quem precisa, salientando que o apoio à primeira infância é fundamental, daí que proponha, para inserir no Orçamento do Estado para o próximo ano, a proposta de benefícios para empresas amigas da família. “Empresas que criem creches ou conjuntos de empresas em zonas industriais devem ter incentivos fiscais”, frisou.

No que toca à coesão territorial, medidas que promovam a fixação de pessoas e investimentos no interior são a receita. Por um lado “beneficiando as empresas, para que se fixem nestes territórios, por outro atraindo pessoas que aqui viverem e trabalharem”.

Quando questionada sobre um dos maiores custos de contexto da região, as portagens, Assunção Cristas respondeu com o pacote de benefícios fiscais para o interior que apresentou no parlamento e que foi chumbado, mas a que os centristas voltam com propostas no Orçamento do Estado.

No caso concreto das portagens, a proposta é que possam ser deduzidas em sede de IRS pelos residentes. O CDS propõe ainda benefícios em sede de IRC para empresas que se fixem no interior e metade do IRS para residentes nestes territórios.

 

Fonte: Rádio Covilhã