ISP: Palavra dada, palavra desonrada
Quarta, 28 Novembro 2018 22:53    Versão para impressão

mota soaresDepois de PS, PCP, BE e PEV terem chumbado a proposta da direita para eliminar o adicional do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), o CDS voltou a trazer o assunto ao plenário, esta manhã, no período das avocações de artigos do Orçamento do Estado (OE) 2019. Na votação em plenário, o resultado manteve-se mas CDS e PSD voltaram a carregar nas críticas aos parceiros do PS.

Logo na abertura deste período de debate, o deputado do CDS-PP e ex-ministro Pedro Mota Soares considerou que a sobretaxa criada pelo atual Governo "pesa muito" sobre as famílias portuguesas, estimando que este imposto aumente o custo em 14 cêntimos por litro no gasóleo e em oito cêntimos na gasolina.

No plano político, Pedro Mota Soares acusou, depois, o Governo de "falhar com a sua palavra" nesta matéria ao rejeitar as propostas da sua bancada.

"Estamos perante uma questão de honrar a palavra não só por parte do Governo e do PS, mas também por parte da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, e do líder parlamentar do PCP, João Oliveira" acusou.

As bancadas da maioria de esquerda mantiveram-se em silêncio, o que levou Mota Soares a uma segunda intervenção para rematar: “Não estava à espera que ficassem a zero.”

 

Actualizado em ( Segunda, 03 Dezembro 2018 23:21 )