CDS questiona Governo sobre alegado envenenamento de aves no Parque Natural do Douro Internacional
Segunda, 26 Novembro 2018 10:47    Versão para impressão

abutre od egitoNuma pergunta enviada ao Ministro do Ambiente e Transição Energética, os deputados do CDS-PP Álvaro Castello-Branco, Patrícia Fonseca e Ilda Araújo Novo querem saber se se confirma o envenenamento de duas aves no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

Os deputados do CDS-PP questionam também que tipo de colaboração existe entre os elementos da GNR e dos Parques Naturais de Portugal e de Espanha na identificação e investigação deste tipo de situações, no PNDI, de que modo é feita, no PNDI, a fiscalização relativa a este tipo de situações, e se são realizadas algum tipo de ações de prevenção nas zonas onde têm sido detetados mais casos de envenenamento ao longo dos anos, com que periodicidade e quais os destinatários.

De acordo com um comunicado de 15 de novembro p.p., conjunto da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e do Life Rupis - Conservação do britango e da águia-perdigueira no vale do rio Douro, «dois cadáveres de britango, ou abutre-do-Egito, foram encontrados no ninho em pleno Parque Natural do Douro Internacional (PNDI). As análises aos restos mortais destas aves indicam que foram vítimas de envenenamento».

O comunicado refere que «os britangos agora encontrados no Douro foram recolhidos por elementos do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), com o apoio da empresa Oriolus e do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR», e que «segundo as análises realizadas aos seus restos mortais, estas aves terão morrido por ingerir um veneno ilegal, o carbofurano».

A substância «terá provavelmente sido colocada em iscos espalhados no terreno com o intuito de matar animais selvagens ou assilvestrados, como de resto terá possivelmente acontecido noutros casos […]».

No mesmo comunicado, o coordenador do Life Rupis alerta para o facto de o uso ilegal ou negligente de venenos ser uma das maiores ameaças para muitas espécies protegidas em Portugal e Espanha. «E não são só os animais selvagens que correm perigo: os venenos que matam abutres também são um perigo para animais domésticos e para as pessoas».