CDS questiona Governo sobre ataque de aves necrófagas a gado na Beira Baixa
Segunda, 26 Novembro 2018 12:33    Versão para impressão

abutre pretoOs deputados do CDS-PP querem saber se os ministérios do Ambiente e Transição Energética e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural estão a trabalhar em conjunto no sentido de ressarcir os produtores de gado afetados pelos ataques de aves necrófagas aos seus animais.

Nas perguntas enviadas ao Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural (MAFDR) e Ministro do Ambiente e Transição Energética (MATE), os deputados Patrícia Fonseca, Álvaro Castello-Branco, Ilda Araújo Novo e Hélder Amaral querem saber se o Governo tem conhecimento de ataques recentes a gado por parte de aves necrófagas na zona do Parque Natural do Tejo Internacional, e que tipo de vigilância é feita no terreno, e por quem, relativamente a estes casos.

Além de questionarem se ambos os ministérios estão a colaborar nomeadamente no que se refere ao ressarcimento dos produtores de gado afetados, os deputados do CDS-PP querem saber se o MATE confirma que não tem sido feito o abastecimento dos alimentadores existentes no Parque, nomeadamente os que existem na zona do Rosmaninhal, e como e quando vai o abastecimento ser resposto.

Chegou ao Grupo Parlamentar do CDS-PP uma queixa relativa a ataques de aves necrófagas a gado, na zona da Beira Baixa.

Este não é um caso isolado, ou inédito, já que em maio deste ano dava-se conta, na comunicação social, de ataques de abutres a gado, na zona de Rosmaninhal, em Idanha-a-Nova.

Na altura, as notícias avançavam que os abutres atacavam para comer porque os alimentadores existentes no Parque Natural do Tejo Internacional, na zona referida, não estariam a ser abastecidos.

Além dos prejuízos evidentes para os produtores locais de gado, e do perigo que estes ataques representam para os próprios animais, a falta de alimentação pode colocar em causa a sobrevivência das espécies que existem na zona, algumas delas tendo já estado em vias de extinção, como é o caso do abutre-preto.

Situado no extremo sul do concelho de Castelo Branco e no extremo sul e leste do concelho de Idanha-a-Nova, o Parque Natural do Tejo Internacional corresponde a uma faixa próxima do rio Tejo, de aproximadamente 40 quilómetros. Das espécies mais emblemáticas que o habitam salientam-se, entre outros, o abutre-do-Egito (Neophron percnopterus), o grifo (Gyps fulvus) e o abutre-preto (Aegypius monachus). 

Actualizado em ( Terça, 04 Dezembro 2018 12:59 )