CDS desafia Governo a explicar execução de fundos comunitários mais baixa que há quatro anos
Sexta, 07 Dezembro 2018 14:39    Versão para impressão

pmsoares bancadaO CDS-PP desafiou hoje o Governo a explicar no parlamento a execução dos fundos comunitários, que disse ser oito pontos percentuais mais baixa que há quatro anos, acusando o executivo de apenas “fazer propaganda” sobre esta matéria.

Para a próxima quarta-feira, está marcada uma interpelação parlamentar ao Governo requerida pelo CDS-PP sobre “Infraestruturas Públicas” e é nessa ocasião que o partido exige explicações ao ministro do Planeamento, Pedro Marques.

“Fazemos um desafio ao Governo, ao senhor ministro do Planeamento, para vir ao parlamento dar uma explicação, se não o fizer na quarta-feira, o CDS vai chamá-lo a uma comissão parlamentar”, afirmou o deputado Pedro Mota Soares, em declarações aos jornalistas, no parlamento.

Para o ex-ministro do Trabalho do anterior Governo PSD-CDS-PP, “o Governo tem de dizer alguma coisa para lá da propaganda que anda a fazer”, considerando que a execução dos fundos comunitários é “um tema demasiado importante para as famílias e as empresas portuguesas”.

O Governo fez hoje a apresentação da aprovação da Reprogramação do Portugal 2020, com a presença do primeiro-ministro António Costa.

Para Mota Soares, tratou-se de uma “ação de propaganda”, uma vez que não está em causa “nem mais dinheiro para Portugal, nem mais tempo para usar o dinheiro”, falando-se apenas de realocação de verbas.

“É importante hoje também fazer a avaliação da forma como o Governo PS está ou não a utilizar o dinheiro que a Europa atribui a Portugal para as nossas empresas, para a formação dos nossos trabalhadores, para ajudar as famílias, para ajuda os mais necessitados”, afirmou.

Segundo Mota Soares, em setembro deste ano, quatro anos após o início do quadro comunitário, apenas 26,6% do quadro está executado.

“No último quadro, no período homólogo, já estava executado 34,7% do quadro, o que quer dizer que desta vez estamos 8 pontos percentuais abaixo da execução do anterior quadro comunitário”, afirmou.

O deputado do CDS-PP apontou ainda o caso das verbas para o Fundo Social Europeu, destinado a apoiar as qualificações dos trabalhadores.

“No último quadro, por esta altura, já tínhamos executado quase 50% das verbas, neste momento não executámos nem 30% dessa mesma verba”, criticou, acrescentando que “quem é penalizado são as empresas, os trabalhadores, as famílias”.

A reprogramação do Portugal 2020 tem um reforço de 2,4 mil milhões de euros em fundos da União Europeia, num total de investimento alavancado de 7,3 mil milhões de euros, segundo informação do Governo.