Não somos todos iguais
Quinta, 06 Dezembro 2018 16:48    Versão para impressão

assuncao cristas press 1A presidente do CDS-PP considerou hoje que um deputado registar outro "constitui uma ilegalidade gravíssima" e que "cada um tem de retirar as suas consequências", defendendo que no seu partido vigora "uma política de seriedade".

"Nós não somos todos iguais. Eu falo pelo CDS e no CDS não temos esses casos e cuidamos para que eles não existam. Há uma política de seriedade dentro do grupo parlamentar do CDS há muito tempo, que é relembrada a todos os deputados", afirmou Assunção Cristas, no final de uma audiência no Palácio de Belém, em Lisboa.

Um dia depois de ter sido noticiado que a deputada do PSD Mercês Borges votou pelo seu colega de partido Feliciano Barreiras Duarte o Orçamento do Estado para 2019 na generalidade, a presidente do CDS-PP considerou que "esse tipo de atitudes, além do mais, constitui uma ilegalidade gravíssima e, portanto, cada um tem de retirar as suas consequências".

"Eu falo pelo CDS e aqui estamos bem conscientes de que ninguém tem esse tipo de atitudes e, portanto, eu também recuso quando se procura englobar toda a gente no mesmo tipo de atitudes e de abordagens que, de facto, não é o caso", acrescentou.

Segundo Assunção Cristas, os casos de falsos registos prejudicam a imagem de todo o parlamento: "Infelizmente, sim. E por isso eu espero que os grupos parlamentares envolvidos e os próprios possam ter uma reflexão sobre esse assunto quando os outros não têm nada a ver com essas atitudes".

Interrogada sobre a proposta do Bloco de Esquerda de criação de uma entidade da transparência, a presidente do CDS-PP respondeu que o seu partido "tem estado sempre disponível" para tudo o que introduza "maior transparência em todos estes processos".

No entanto, observou: "Em relação ao Bloco de Esquerda, eu lembro que também teve vários problemas graves em relação a moradas falsas".

 

Actualizado em ( Sexta, 07 Dezembro 2018 14:52 )