CDS abre debate quinzenal com contestação nas forças de segurança na agenda
Segunda, 10 Dezembro 2018 19:50    Versão para impressão

assuncao cristas debateO CDS-PP abre na terça-feira o debate quinzenal, no parlamento, em que vai confrontar o primeiro-ministro com a contestação nas forças de segurança, disse à agência Lusa fonte da direção do partido.

Assunção Cristas, presidente do CDS-PP, será a primeira a fazer perguntas ao primeiro-ministro, segundo o figurino deste tipo de debate, em que a abertura cabe alternadamente a António Costa e aos partidos com assento parlamentar.

Fonte da direção centrista disse à Lusa que, no debate, Assunção Cristas pretende questionar António Costa sobre “a incapacidade de resolver problemas em diálogo”, numa referência aos conflitos, por exemplo, nas forças de segurança, interna e externa, incluindo os bombeiros, que estão em conflito com o Governo devido aos diplomas aprovados sobre as estruturas de comando, o que já levou a uma troca de acusações entre a Liga dos Bombeiros e o ministro da Administração Interna.

Os centristas querem questionar a forma “incompetente como o Governo lida” com as funções de segurança, em áreas como a justiça, administração interna e proteção civil, inclusive os bombeiros.

O CDS-PP pretende também, mais uma vez, questionar o chefe do executivo sobre a carga fiscal, que considera a “mais elevada de sempre”, comparando com “os serviços públicos serem os mínimos de sempre”, na formulação do dirigente centrista ouvido pela Lusa.

Este é o último debate quinzenal de 2018 e o primeiro dos últimos dois meses, desde a discussão parlamentar do Orçamento do Estado de 2019, que ocupou os deputados de meados de outubro a 29 de novembro, dia em que o documento foi aprovado em votação final global.

O anterior debate foi em 10 de outubro, que já antecipava o tema do Orçamento, mas os “duelos” com António Costa ficaram marcados ainda pela polémica em torno do furto de material militar dos paióis de Tancos, em 2017, numa altura em que o ministro da Defesa Nacional continuava sob ataque.

Azeredo Lopes viria a demitir-se dois dias depois, e António Costa aproveitou para fazer, em 14 de outubro, uma remodelação governamental, com a saída dos ministros da Defesa, da Economia, da Saúde e da Cultura.

Nesse debate, PSD e CDS-PP questionaram o chefe do Governo sobre Tancos e o primeiro-ministro acusou, em especial a líder centrista, de “lamentável partidarização” sobre as chefias militares e as Forças Armadas.