Uma selfie ao CDS
Sábado, 12 Janeiro 2019 10:43    Versão para impressão

assuncao cristas lusa

O CDS nasceu há 44 anos como um partido do centro e da direita democrática, e assim continuamos em 2019. Acreditamos firmemente na democracia e nos seus valores e trabalhamos todos os dias para merecer o voto dos portugueses. Por isso fazemos questão de estar na rua por todo o país, no nosso “Ouvir Portugal”. Temos no centro do nosso pensamento e ação a defesa da liberdade e o combate a todos os extremismos e radicalismos, de esquerda ou de direita.

Somos moderados. Somos patriotas e cosmopolitas e rejeitamos qualquer visão nacionalista. Acreditamos que o melhor caminho é o do respeito pela liberdade de cada pessoa antes e acima do coletivo, do Estado ou de qualquer configuração que restrinja liberdades individuais. Para nós, a pessoa, a sua dignidade e o seu desenvolvimento estão no centro da ação política.

Somos europeístas convictos, mas não somos federalistas. Acreditamos numa União Europeia alicerçada nos valores da liberdade e do respeito pelos direitos humanos, que cumpra a sua função primeira e mais relevante: manter a paz. Uma União que valoriza a diversidade e a identidade cultural dos seus Estados-membros e faz da solidariedade e da coesão uma razão principal de ser. Proximidade aos cidadãos e respeito pelo princípio fundador da subsidiariedade são chave para nos sentirmos mais europeus e mais portugueses.

Somos por uma economia social de mercado, não somos pelo liberalismo sem regras nem pelo dirigismo económico. Acreditamos na propriedade privada, na iniciativa privada, na sã concorrência e na regulação necessária para a garantir. Para nós, este é o caminho que permite a cada pessoa desenvolver livremente o seu projeto de vida e constituir uma sociedade próspera e desenvolvida, onde o sonho e a sua concretização têm lugar.

Somos por um Estado garante na área social, não somos por um Estado de funções mínimas. Garantir saúde, educação e cultura, proteção social e um ambiente sustentável para todos pertence às funções relevantes do Estado. Tal como criar condições para que a sociedade se desenvolva no sentido de criar igualdade de oportunidades, de combater a pobreza e a fragilidade social.

Somos por um Estado social de parceria, que envolva sector público, privado e social, na prestação de serviços que cumpram as suas funções sociais. Para nós, o Estado tem de ser o garante do serviço púbico, não tem obrigatoriamente de ser o prestador do serviço. O centro deve estar no cidadão e o critério norteador deve ser a qualidade da prestação e a eficiência no gasto dos recursos públicos e não na natureza pública, social ou privada do prestador.

Somos por um Estado que garanta segurança e autoridade, da proteção civil à justiça, e a projeção internacional de Portugal. Valorizamos as áreas de soberania, o papel das Forças Armadas e das forças de segurança.

Acreditamos que há para Portugal um caminho alternativo às esquerdas unidas, ao Partido Socialista ou ao Bloco Central. Esse caminho passa por todos os que querem mais para o nosso país. Passa por quem acredita que podemos e devemos ir mais longe, com rasgo e ambição.

 

Assunção Cristas

 

PS - Na dupla condição de católica e de política, sinto-me diretamente interpelada pela mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz. É a essa luz que escrevo este texto. Sabendo como o caminho é difícil e a imperfeição é imensa, mas acreditando que a superação acontece quando confiamos e trabalhamos todos os dias dando o melhor de nós pelo bem comum. Por isso rejeito e sempre rejeitarei qualquer tentativa de confundir o CDS com realidades e/ou movimentos extremistas que surjam aqui ou no estrangeiro.

 

Fonte: Expresso

 

 

Actualizado em ( Sábado, 12 Janeiro 2019 20:50 )