CDS questiona Governo sobre obras na EB 2,3 Dr. António Augusto Louro, Seixal
Quinta, 31 Outubro 2019 00:00    Versão para impressão

escola seixalNuma pergunta dirigida ao Ministro da Educação, a deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa quer saber se a tutela tem conhecimento do estado de degradação da escola EB 2,3 Dr. António Augusto Louro, no Seixal, e se sim, que diligências tomou.

A deputada do CDS questiona ainda quando é que o Ministério da Educação vai proceder à realização das obras necessárias, nomeadamente:

a) Remoção de todos os painéis de fibrocimento com amianto que se encontram danificados;

b) Reparação das instalações sanitárias;

c) Execução de isolamento térmico na cobertura, ou sob a mesma, nas salas de aula do 1.º andar por forma a evitar a criação de condensações;

d) Requalificação da zona de recreio localizada a Sul e Poente, com reparação dos bancos e outros elementos degradados, manutenção dos espaços verdes com eliminação da vegetação parasitária e manutenção dos campos de futebol com a execução das respetivas marcações.

A escola EB 2,3 Dr. António Augusto Louro, no Seixal, precisa de obras urgentes de remodelação, sendo urgente a retirada de todas as placas de fibrocimento com amianto ainda existentes no seu edificado, de modo a salvaguardar a segurança dos cerca de 800 alunos.

Construída em 1989 e inaugurada em 1991, a EB 2,3 Dr. António Augusto Louro - localizada na Avenida Vale da Romeira na Freguesia da Arrentela - é composta por seis pavilhões, em estrutura de betão armado, paredes em pano de tijolo e com cobertura em terraço sobre a qual assentam placas de fibrocimento.

São visíveis diversos painéis com danos graves que se traduzem no risco para a saúde, já que se encontram em desagregação os diversos componentes constituintes destes painéis, incluindo o amianto.

As áreas de recreio, sobretudo a sul e a poente do espaço escolar, encontram-se muito degradadas, designadamente bancos com elementos em madeira muito apodrecidos ou inexistentes, não permitindo o seu uso.

As zonas de vegetação estão sem tratamento e os equipamentos para a prática de desporto degradados.

Quanto às instalações sanitárias, constata-se a existência de um grande número de casas de banho sem fechadura e/ou trinco, sendo visível o interior do sanitário pelo exterior, outras com sinalética apontando encontrarem-se inoperantes e lava mãos suprimidos.

Observam-se também diversas portas danificadas, azulejos de revestimento fraturados e inexistentes, bem como, mosaicos do pavimento em falta.

Referia-se, ainda, que o número de casas de banho que se encontram a funcionar com todas as condições é diminuto e não é adequado ao número efetivo de utilizadores.

Os tetos em reboco pintado ao nível do piso superior, correspondentes ao 1.º andar, apresentam-se, nas zonas de circulação e salas de aula, escurecidos na sua generalidade, aparentando corresponder a condensações - patologia presumivelmente gerada pela ausência ou deficiente isolamento térmico na cobertura e fraca ventilação das salas.