CDS quer revolução na formação profissional e adaptá-la à economia digital
Quinta, 31 Outubro 2019 00:00    Versão para impressão

formacao profissionalO CDS-PP recomenda ao Governo uma mudança nas prioridades da formação profissional, adaptando-a às necessidades do país, nomeadamente às indústrias exportadoras e à economia digital. ”Precisamos de fazer uma verdadeira revolução na formação profissional, que está a ficar ultrapassada”, defende no projecto de resolução que deu entrada no Parlamento nesta quarta-feira.

O CDS-PP recomenda ao Governo uma ”verdadeira revolução” na formação profissional que, diz, “está a ficar ultrapassada” e “não está alinhada com as necessidades das empresas”. Centristas propõem  mudança nas prioridades da formação profissional, adaptando-a às necessidades do país, nomeadamente às indústrias exportadoras e à economia digital. E criticam Executivo de “cenário muito negativo” na execução dos fundos comunitários para esta área: entre 2016 e 2018, a diferença entre o valor orçamentado e o executado no final de cada ano, ascende a quase dois mil milhões de euros, argumentam no projeto de resolução que deu entrada no Parlamento nesta quarta-feira, 30 de outubro.

Na recomendação dirigida ao Executivo de António Costa, os centristas defendem a necessidade “de fazer uma verdadeira revolução na formação profissional, que está a ficar ultrapassada, não está alinhada com as necessidades das empresas, não está a preparar para a economia digital, não tem mecanismos de concorrência, não tem verdadeira liberdade de escolha, ninguém consegue medir os seus resultados”.

Sem essa revolução, argumenta o CDS-PP, o país está “a desperdiçar um dos mais preciosos instrumentos de preparação de Portugal e dos portugueses para os desafios da economia e do emprego, num contexto de uma transição digital que coloca desafios muito próprios”.

No projecto de resolução, os centristas fazem uma dezena de propostas, a começar por uma atualização urgente do catálogo nacional de qualificações, em diálogo com os parceiros sociais, sindicatos, entidades empregadoras, mas também o IEFP.

Apelam ao governo para “atualizar, no prazo de dois anos, o Catálogo Nacional de Qualificações, auscultando os parceiros sociais, entidades empregadoras e sindicatos, e criando uma task force composta pelo Instituto do Emprego e Formação  Profissional (IEFP), Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), Centros de Formação Profissional e Instituições do Ensino Superior”.

Outra das ideias é “reformular e valorizar” a participação dos centros de formação de gestão participada para se “formarem recursos humanos” em áreas como a indústria exportadora, “com grande envolvimento empresarial, evitando que a formação se faça com base na oferta e não da procura”.

Adoptar “a liberdade de escolha” é também defendida através de uma maior capacidade, para formadores e empresas, de definir os programas e módulos de formação, por exemplo.

No catálogo de medidas sugeridas ao Governo, os centristas defendem ainda a criação da Via Digital, uma modalidade de formação para reconversão profissional à economia digital, incrementando, desenvolvendo e instituindo um “Plano de Formação para a Economia Digital”.

Para o CDS, terá como efeitos práticos aumento nos salários, diminuindo a precariedade laboral. E o foco é formar pessoas de forma a “dar resposta às necessidades de crescimento” da economia portuguesa, sobretudo nas “indústrias exportadoras”.

 

Fonte: O Jornal Económico