Telmo Correia questiona Governo sobre GNR no distrito de Castelo Branco
Sábado, 15 Agosto 2020 20:27    Versão para impressão

gnr carroNuma pergunta escrita dirigida ao Ministro da Administração Interna, o deputado do CDS Telmo Correia quer saber se aquele tem conhecimento, e confirma, a situação em que se encontra o efetivo e o edificado da Guarda Nacional Republicana (GNR) no distrito de Castelo Branco.

O deputado do CDS pergunta se existe algum plano de emergência para colmatar a falta de efetivos nos postos da GNR deste distrito, se o Governo prevê aprovar o plano para a admissão de efetivos nas forças e serviços de segurança ainda durante o ano de 2020, e que execução estima que o mesmo poderá ter neste ano, e também quais foram as admissões de efetivos, na GNR, que se registaram durante o ano de 2020.

Telmo Correia questiona ainda qual o motivo pelo qual não foi ainda feita a mudança de instalações nos casos em que já há novos postos prontos no distrito de Castelo Branco e para quando estão previstas obras nos postos mais degradados do distrito.

Chegaram ao Grupo Parlamentar do CDS-PP denúncias de cidadãos, dando conta de preocupação com a situação da Guarda Nacional Republicana (GNR) no distrito de Castelo Branco.

As exposições referem a redução de horários nos postos de Unhais da Serra, Caria, Monsanto, Tinalhas, Zebreira e Alpedrinha, e demonstram preocupação pelo facto de o patrulhamento, que com frequência se verificava, ter deixado de ser percetível.

Esta situação poderá, eventualmente, justificar-se pela falta de efetivos em número suficiente para manter os postos abertos e assegurar escalas, ou ainda pelo facto de o edificado de alguns se encontrar em muito más condições. Vejam-se os casos dos postos de Tinalhas, Unhais da Serra e Vila Velha de Ródão, sendo que neste último a autarquia vai avançar com as obras necessárias.

Tanto quanto o GP CDS-PP apurou, por exemplo, os postos de Alpedrinha e de Cebolais de Cima são muito antigos e degradados. No entanto, existem postos novos à espera de receber os militares, não havendo explicações do atraso na mudança.

Acresce que situações em que a patrulha é feita só com um elemento – o que implica ter de aguardar por reforços, se responder a alguma ocorrência –, ou em que a patrulha de um posto tem de cobrir a sua área territorial e a dos postos mais próximos, já são consideradas normais, por falta de efetivos.

O distrito de Castelo Branco é extenso, de muito baixa densidade populacional, sendo que em 11 concelhos seis deles têm apenas um posto da GNR – como são os casos de Proença-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão.

Se tivermos em conta que a (pouca) população do distrito está muito espalhada pelo território e é na sua maioria uma população envelhecida e sem meios, e que as vias rodoviárias não são as melhores, verificamos que a situação é, realmente, motivo de preocupação.

Recordamos que o Governo garantiu – no Programa que apresentou à Assembleia da República, e reafirmou no Orçamento de Estado para 2020 – que iria criar um programa especial que permitiria a admissão de 10.000 efetivos para as forças e serviços de segurança durante quatro anos.

Até agora, contudo, a admissão de efetivos para a GNR tem apenas sido orientada para a prevenção e combate aos incêndios rurais, e não para o reforço dos efetivos adstritos a funções de segurança pública.