CDS questiona Governo sobre embarcação salva-vidas de grande capacidade do porto da Figueira da Foz
Sexta, 21 Agosto 2020 21:36    Versão para impressão

figueira c paula almeidaNum requerimento enviado esta sexta feira ao ministro da Defesa Nacional, o deputado do CDS João Gonçalves Pereira quer saber qual o motivo do atraso na reparação da embarcação salva-vidas de grande capacidade do porto da Figueira da Foz, que está inoperacional há oito meses, e se a Autoridade Marítima Nacional tem condições de assumir o custo da reparação.

João Gonçalves Pereira questiona depois o ministro sobre quais são as alternativas existentes no porto da Figueira da Foz se for necessário um salvamento de longa distância, e por fim quando prevê a tutela que a embarcação esteja de novo operacional.

Através da agência Lusa, o capitão do Porto da Figueira da Foz manifestou há poucos dias a sua preocupação pelo facto de desde há oito meses o porto estar sem o salva-vidas de grande capacidade do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), utilizado principalmente em salvamentos a longa distância.

De acordo com declarações citadas pela agência, a embarcação salva-vidas saiu de serviço em dezembro de 2019, depois de ter partido uma hélice num presumível embate nos restos de um tronco de árvore arrastado pelas cheias do Mondego.

A reparação está a decorrer, mas o processo está demorado, e não se conhece ainda o prazo para que esteja concluído.

Apesar de o verão ser uma época tradicionalmente de mais gente nas praias e no mar, as preocupações do capitão do porto prendem-se sobretudo com o aproximar do inverno, quando a embarcação avariada tem mais vantagens, principalmente em salvamentos de longa distância, até cerca de 90 km da costa (50 milhas).

O ISN da Figueira da Foz possui outra embarcação vocacionada para operações costeiras e motos de água, todos operacionais.

De acordo com a peça da Lusa, a justificação para o atraso na reparação da embarcação poderá residir no elevado custo – alguns milhares de euros –, o que alegadamente ultrapassa a disponibilidade financeira do departamento marítimo do Norte e terá, por isso, que ser assumido a nível central pela Autoridade Marítima Nacional.

 

Actualizado em ( Sexta, 21 Agosto 2020 22:07 )