CDS questiona Ministro da Defesa sobre situação do Arsenal do Alfeite
Sexta, 25 Setembro 2020 10:21    Versão para impressão

joao goncalves pereira 2020O deputado do CDS João Gonçalves Pereira quer saber qual é o ponto de situação atual do Arsenal do Alfeite, em termos de contratos de manutenção ou reparação celebrados, nomeadamente quantos são com a Marinha Portuguesa e quantos são celebrados com outras entidades, quais foram as orientações transmitidas pelo acionista ao atual Conselho de Administração do Arsenal do Alfeite e qual foi a estratégia e os planos de atividades apresentados pelo Conselho de Administração ao acionista.

O Arsenal do Alfeite, cujas obras de construção começaram em 1928 e foram concluídas em 1937, entrou em plena atividade em 1938, foi considerado, então, um dos maiores e melhores apetrechados estabelecimentos do género.

Nas três décadas que se seguiram, 40, 50 e 60 do séc. XX, foram caracterizadas pela construção de navios militares e outros, para entidades estatais, mas também contribuir para o desenvolvimento da Marinha Mercante Nacional com a construção de grandes navios.

A partir da década de 1970 foi aumentada a capacidade operacional, nomeadamente a construção de uma Doca Seca e de uma Doca Flutuante, esta última, destinada principalmente a docar e reparar submarinos.

Entre 1990 e a atualidade ocorreram várias reestruturações tendo culminado na extinção do Arsenal do Alfeite, com vista à sua empresarialização, através do Decreto-Lei n.º 33/2009, de 5 de fevereiro, constituída com a forma de sociedade anónima, com capitais exclusivamente públicos, tendo iniciado a sua atividade no dia 1 de setembro de 2009.

Antes de 2009, o número de trabalhadores era superior a 1200, entre quadros técnicos e operários. Após empresarialização, segundo números da comissão de trabalhadores, os recursos humanos ficaram reduzidos a cerca de 700, e atualmente são menos de 500.

Desde o presente ano, foi escolhido um novo Conselho de Administração, composto por José Miguel Antunes Fernandes (Presidente), José Luís Serra Rodrigues (Vogal) e Maria José Gomes Monteiro Jesus de Almeida (Vogal), não integrando, pela primeira vez na história, nenhum oficial da Marinha.

Esta administração veio substituir a anterior, presidido pelo Contra-Almirante José Garcia Belo, que conseguiu aumentar em 48% o volume de negócios e reduzir num ano o prejuízo de estaleiro de 4,5 para 1,9 milhões de euros.

Apesar de já terem passados vários meses desde que o novo Conselho de Administração tomou posse, não se conhece ainda estratégia nem planos concretos.

Tendo em conta a importância estratégica do Arsenal do Alfeite para a Marinha Portuguesa, mas também para um setor relevante em termos económicos, importa perceber qual é a estratégia e quais são os planos do novo Conselho e Administração, bem como qual é o ponto de situação atual.